Olá Amiguinhos!
Na nossa vida encontramos pessoas que, por um motivo ou outro, atingiram algum poder e acham que esse poder vem com "brinde". Por "brinde" entenda-se "ser dono da verdade", "saber sempre
mais do que as outras pessoas" e ter a capacidade de "dar lições de tudo e mais alguma coisa às outras pessoas". Tenho uma novidade: não é bem assim! :)
Na minha vida encontrei, convivi e trabalhei com algumas pessoas com algum poder. A maior parte deles, pessoas equilibradas e com a bagagem suficiente para suportar o fardo que traz o poder. As decisões eram tomadas com ponderação e não mudavam de dois em dois dias. Eram ponderadas, serenas e frias, como deve ser qualquer decisão que emana de alguém com poder. E, até terem resultados visíveis e avaliáveis, essas decisões mantinham-se até aparecer outra que, por um motivo válido e lógico, viesse substituir ou reforçar a anterior. Em bom português chama-se a isto "saber mandar".
Depois há os outros. Os que funcionam por feitio, por capricho, por perseguição, para "fazer peito" para a namorada, por mania, porque sim, porque não, porque "poder = razão", para "fugir com o rabo à seringa"... Enfim... Por ignorância pura e dura!
E destes apetece-me rir... Mas penso que o riso não é suficiente. Atrevo-me a pensar que é preciso e é urgente educá-los. E isso faz-se Amiguinhos! Faz-se pela ausência de medo e de servilismo. Pelas conversas educadas mas firmes. E se nos apercebermos que não funciona, podemos e devemos fazer sempre uma coisa: procurar distância destes entes. Sair por cima, de cabeça erguida e (permitam-me) fazer saber aos iluminados que nos vamos embora e porque nos vamos embora.
O dinheiro compra tudo Amiguinhos. MENOS a dignidade e a integridade das pessoas. E quem quer ter pessoas válidas, competentes e motivadas ao seu lado DEVE tratá-las como se elas fossem a melhor coisa do Mundo. Porque, muitas vezes, é isso mesmo que acontece: devemos deixar trabalhar quem sabe, sem interromper e confiando plenamente até prova em contrário.
Porque "ter poder" não é necesaariamente sinónimo de "ter razão". O poder exercido de forma prudente implica muitas vezes a humildade de dizer: "vou deixá-lo trabalhar porque ele sabe disto mais do que eu". E eu quase que aposto que a coisa corre bem! Se não correr... O poder para despedir também existe para ser usado! :)
Beijos & Abraços!
MP
Gosto mesmo muito de escrever, tenho opinião sobre tudo e um palmo de testa. Pumba: o meu blogue!
domingo, 8 de julho de 2012
domingo, 1 de julho de 2012
Do Fado
Olá Amiguinhos!
Há dias cantei Fado. E gostei! :) Tenho a mania de gostar (ou de fazer por gostar) de tudo o que canto. Na minha opinião, não devem cantar-se coisas das quais não se gosta. Esclarecimento: não estou a dizer que não gosto de Fado. E passo a explicar...
Não sou "do Fado". Mas sou Músico. E para mim só há dois tipos de Música: a bem tocada e a mal tocada. Se formos a falar de "gostos" a coisa já é diferente: gosto de ouvir o Carlos do Carmo, a Mariza, a Ana Moura e o António Zambujo. Os restantes Artistas "do Fado" devo confessar que me passam um pouco ao lado.. Mas os que referi acima, fazem-me sentir bem a ouvir Fado. Porque a intenção está lá mas o estereótipo não. Ou seja: cantam Fado de uma forma própria e com arranjos limpos, afinados e coerentes.
E uma das coisas que gosto mais de ver (e ouvir) é a nova leva de Artistas, sejam Cantores ou Músicos, que apareceram nos últimos anos a tocar bem Fado. É claro que, a meio destes, aparecem sempre aqueles que pensam que cantar ou tocar Fado é para todos. E que todos podem fazer uma grande carreira porque até cantam em casa de amigos e porque as pessoas até dizem "que ele(a) tem um vozeirão". Desses não falo por uma questão de elegância. Mas dos outros, dos bons, apetece-me falar! Porque desmistificam o estereótipo e trazem à Canção Nacional um interesse e uma sobriedade que dá gosto ouvir (e ver).
Porque, Amiguinhos, para se ser "do Fado" basta dizer que se é "do Fado". Mas para tocá-lo e cantá-lo como deve ser... Aí já é diferente. É preciso afinação, gosto, alma e dedicação. Se não houver, não há Grande Noite do Fado que nos salve...
Beijos & Abraços,
MP
Há dias cantei Fado. E gostei! :) Tenho a mania de gostar (ou de fazer por gostar) de tudo o que canto. Na minha opinião, não devem cantar-se coisas das quais não se gosta. Esclarecimento: não estou a dizer que não gosto de Fado. E passo a explicar...
Não sou "do Fado". Mas sou Músico. E para mim só há dois tipos de Música: a bem tocada e a mal tocada. Se formos a falar de "gostos" a coisa já é diferente: gosto de ouvir o Carlos do Carmo, a Mariza, a Ana Moura e o António Zambujo. Os restantes Artistas "do Fado" devo confessar que me passam um pouco ao lado.. Mas os que referi acima, fazem-me sentir bem a ouvir Fado. Porque a intenção está lá mas o estereótipo não. Ou seja: cantam Fado de uma forma própria e com arranjos limpos, afinados e coerentes.
E uma das coisas que gosto mais de ver (e ouvir) é a nova leva de Artistas, sejam Cantores ou Músicos, que apareceram nos últimos anos a tocar bem Fado. É claro que, a meio destes, aparecem sempre aqueles que pensam que cantar ou tocar Fado é para todos. E que todos podem fazer uma grande carreira porque até cantam em casa de amigos e porque as pessoas até dizem "que ele(a) tem um vozeirão". Desses não falo por uma questão de elegância. Mas dos outros, dos bons, apetece-me falar! Porque desmistificam o estereótipo e trazem à Canção Nacional um interesse e uma sobriedade que dá gosto ouvir (e ver).
Porque, Amiguinhos, para se ser "do Fado" basta dizer que se é "do Fado". Mas para tocá-lo e cantá-lo como deve ser... Aí já é diferente. É preciso afinação, gosto, alma e dedicação. Se não houver, não há Grande Noite do Fado que nos salve...
Beijos & Abraços,
MP
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Das Coisas Bem Feitas - Rock In Rio Lisboa 2012
Olá Amiguinhos!
Eu fui ao Rock In Rio Lisboa 2012. Nunca tinha ido ao RR. Mas este ano, essencialmente porque vinha o Stevie Wonder, fui lá. E não tenho NADA de mal a apontar. NADA!
E eu explico:
- Perímetro sem carros à volta do recinto: excelente idéia! A partir de certa altura não passavam mais carros (a não ser que autorizados). O acesso das pessoas às entradas ficou, portanto, mais fluido e deixou de haver "magotes" de gente apertada para passar a haver muita gente a circular de forma normal e ordeira;
- Entrada: muito bem feita! Vários corredores de entrada, com duas pessoas em cada uma: um segurança que verificava as entradas através de código de barras e uma promotora que rasgava o coto do bilhete. Não havia filas;
- Beer Packers: lindo! Se o que se bebe mais nestes festivais é cerveja, é certinho que as filas para os bares iam ser intermináveis. Alem disso, para sair do lugar que estávamos a guardar, era uma chatice. Assim, arranjou-se uma equipa grande de pessoas que iam, com um barril de cerveja às costas, passando entre as pessoas. 20cl de cerveja custavam 2€. E quem quisesse Pepsi ou água, tambem havia malta que andava com isso às costas;
- Cartaz: delicioso! Para falar só do Palco Mundo, o leque ia desde Limp Bizkit até Stevie Wonder, passando por Ivete Sangalo e Maroon 5. Tanto eu como a malta que gosta de abanar o cabelo comprido, tivemos momentos bons, sem atropelos nem elitismos;
- Baldes de Lixo: gigantes! Não vi, no tempo em que lá estive dentro, nenhum balde completamente cheio. Eram grandes, visíveis e eram muitos! E havia sempre gente para esvaziá-los;
- Limpeza: constante! Estava a ver Lenny Kravitz e passavam pessoas a varrer o chão e a apanhar coisas que outras pessoas (por ventura um pouco menos civilizadas) deitavam ao chão.
Além disto, a associação a boas causas foi grande e louvável. Não vou com isto dizer que a futilidade associada a algumas vertentes destas coisas não tenha estado presente! É claro que esteve! Mas isso já é culpa das pessoas e não do evento.
Nestes dias aprecebi-me de uma coisa: quem nasceu para arraial nunca chega a Rock In Rio. E não é uma questão de dinheiro nem de ser elitista. Trata-se apenas de querer fazer as coisas com profissionalismo e com brio. E com a intenção de fidelizar e tratar bem as pessoas que gastaram 61€ por dia.
E esta, Amiguinhos, é a essência de fazer coisas bem feitas! Passo a explicar: fui com a minha Mulher na sexta, dia 1 e no sábado, dia 2. Gastei algum dinheiro em quatro bilhetes. Custou-me a ganhar e a gastar. Mas hoje digo, sem sombra de dúvida: ainda bem que gastei! Porque tenho a certeza que, por trás desse dinheiro, houve muita gente que trabalhou muito e durante muito tempo para que a minha experiência de Rock In Rio fosse memorável!
E mais: no próximo que seja em Lisboa... EU VOU!
Beijos & Abraços,
MP
Eu fui ao Rock In Rio Lisboa 2012. Nunca tinha ido ao RR. Mas este ano, essencialmente porque vinha o Stevie Wonder, fui lá. E não tenho NADA de mal a apontar. NADA!
E eu explico:
- Perímetro sem carros à volta do recinto: excelente idéia! A partir de certa altura não passavam mais carros (a não ser que autorizados). O acesso das pessoas às entradas ficou, portanto, mais fluido e deixou de haver "magotes" de gente apertada para passar a haver muita gente a circular de forma normal e ordeira;
- Entrada: muito bem feita! Vários corredores de entrada, com duas pessoas em cada uma: um segurança que verificava as entradas através de código de barras e uma promotora que rasgava o coto do bilhete. Não havia filas;
- Beer Packers: lindo! Se o que se bebe mais nestes festivais é cerveja, é certinho que as filas para os bares iam ser intermináveis. Alem disso, para sair do lugar que estávamos a guardar, era uma chatice. Assim, arranjou-se uma equipa grande de pessoas que iam, com um barril de cerveja às costas, passando entre as pessoas. 20cl de cerveja custavam 2€. E quem quisesse Pepsi ou água, tambem havia malta que andava com isso às costas;
- Cartaz: delicioso! Para falar só do Palco Mundo, o leque ia desde Limp Bizkit até Stevie Wonder, passando por Ivete Sangalo e Maroon 5. Tanto eu como a malta que gosta de abanar o cabelo comprido, tivemos momentos bons, sem atropelos nem elitismos;
- Baldes de Lixo: gigantes! Não vi, no tempo em que lá estive dentro, nenhum balde completamente cheio. Eram grandes, visíveis e eram muitos! E havia sempre gente para esvaziá-los;
- Limpeza: constante! Estava a ver Lenny Kravitz e passavam pessoas a varrer o chão e a apanhar coisas que outras pessoas (por ventura um pouco menos civilizadas) deitavam ao chão.
Além disto, a associação a boas causas foi grande e louvável. Não vou com isto dizer que a futilidade associada a algumas vertentes destas coisas não tenha estado presente! É claro que esteve! Mas isso já é culpa das pessoas e não do evento.
Nestes dias aprecebi-me de uma coisa: quem nasceu para arraial nunca chega a Rock In Rio. E não é uma questão de dinheiro nem de ser elitista. Trata-se apenas de querer fazer as coisas com profissionalismo e com brio. E com a intenção de fidelizar e tratar bem as pessoas que gastaram 61€ por dia.
E esta, Amiguinhos, é a essência de fazer coisas bem feitas! Passo a explicar: fui com a minha Mulher na sexta, dia 1 e no sábado, dia 2. Gastei algum dinheiro em quatro bilhetes. Custou-me a ganhar e a gastar. Mas hoje digo, sem sombra de dúvida: ainda bem que gastei! Porque tenho a certeza que, por trás desse dinheiro, houve muita gente que trabalhou muito e durante muito tempo para que a minha experiência de Rock In Rio fosse memorável!
E mais: no próximo que seja em Lisboa... EU VOU!
Beijos & Abraços,
MP
Location:Lisboa, Portugal
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Dos Contos de Fadas e da Realidade
Olá Amiguinhos! :)
Alguem aqui ainda acredita em contos de fadas? Seja a que nível for: pessoal, profissional, familiar... ? Se assim for, digam-me.
Mas primeiro precisamos de definir "Conto de Fadas"! Para mim é toda e qualquer situação ideal que corra como nós gostamos: com calma e sem stresses desnecessários.
O problema é que, quando vamos ficando mais velhinhos (entenda-se "quando crescemos") os contos de fadas começam a parecer cada vez mais distantes e menos prováveis. E, quando nos atrevemos a acreditar que há coisas que valem a pena, ficamos com a reles sensação que... Temos razão! O projecto profissional promissor afinal é treta, a reconciliação familiar que parecia tão bem afinal vem cheia de ressentimentos e de mágoas ou a paixão que nos faz sentir borboletas no estómago afinal era boa de mais para ser verdade.
E deixamos de acreditar. E passamos a aceitar que a vida continua a ser um mar de rosas... Com uns espinhos pelo meio! :) Aliás, estas duas palavras definem bem as posturas perante conos de fadas: primeiro acredita-se; depois aceita-se (a falta deles).
E aqui Amiguinhos, é que se distinguem os que ainda escolhem seguir o coração e o instinto quando aparecem situações novas! Sabem o que vos digo? Há coisas e pessoas que valem a pena. E vale a pena acreditar mais uma vez. Se desiludirem, paciência! Já temos a experiência para nos recompormos! :) Porque até pode ser que corra bem...
E vale a pena ser assim. Vale a pena acreditar mais uma vez... Sempre!
Digo eu!
Beijos & Abraços!
MP
Alguem aqui ainda acredita em contos de fadas? Seja a que nível for: pessoal, profissional, familiar... ? Se assim for, digam-me.
Mas primeiro precisamos de definir "Conto de Fadas"! Para mim é toda e qualquer situação ideal que corra como nós gostamos: com calma e sem stresses desnecessários.
O problema é que, quando vamos ficando mais velhinhos (entenda-se "quando crescemos") os contos de fadas começam a parecer cada vez mais distantes e menos prováveis. E, quando nos atrevemos a acreditar que há coisas que valem a pena, ficamos com a reles sensação que... Temos razão! O projecto profissional promissor afinal é treta, a reconciliação familiar que parecia tão bem afinal vem cheia de ressentimentos e de mágoas ou a paixão que nos faz sentir borboletas no estómago afinal era boa de mais para ser verdade.
E deixamos de acreditar. E passamos a aceitar que a vida continua a ser um mar de rosas... Com uns espinhos pelo meio! :) Aliás, estas duas palavras definem bem as posturas perante conos de fadas: primeiro acredita-se; depois aceita-se (a falta deles).
E aqui Amiguinhos, é que se distinguem os que ainda escolhem seguir o coração e o instinto quando aparecem situações novas! Sabem o que vos digo? Há coisas e pessoas que valem a pena. E vale a pena acreditar mais uma vez. Se desiludirem, paciência! Já temos a experiência para nos recompormos! :) Porque até pode ser que corra bem...
E vale a pena ser assim. Vale a pena acreditar mais uma vez... Sempre!
Digo eu!
Beijos & Abraços!
MP
Location:101,Funchal,Portugal
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Respeitem-se!
Olá!
Gosto que se diga (e que se escreva) o que se pensa. Que isso fique claro! Como deve ser clara a ntenção das conversas. Só um covarde se esconde por trás de discursos difusos e expressões do género "para bom entendedor, meia palavra basta". Deve praticar-se a frontalidade, a sinceridade e a maturidade que se defende acérrima e publicamente!
Penso que me faço entender: sejam coerentes com o que dizem e escrevem. Com a possibilidade de falar (ou escrever) para muita gente vem a RESPONSABILIDADE de servir de exemplo às coisas que apregoamos. Se assim não for, tornamo-nos birrentos, infantis e, pior, irresponsáveis.
Respeitem-se, respeitem os vossos pares e, acima de tudo, respeitem o vosso Público!
Beijos & Abraços,
MP
Gosto que se diga (e que se escreva) o que se pensa. Que isso fique claro! Como deve ser clara a ntenção das conversas. Só um covarde se esconde por trás de discursos difusos e expressões do género "para bom entendedor, meia palavra basta". Deve praticar-se a frontalidade, a sinceridade e a maturidade que se defende acérrima e publicamente!
Penso que me faço entender: sejam coerentes com o que dizem e escrevem. Com a possibilidade de falar (ou escrever) para muita gente vem a RESPONSABILIDADE de servir de exemplo às coisas que apregoamos. Se assim não for, tornamo-nos birrentos, infantis e, pior, irresponsáveis.
Respeitem-se, respeitem os vossos pares e, acima de tudo, respeitem o vosso Público!
Beijos & Abraços,
MP
Location:Funchal
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Os Naturais
Olá Amiguinhos.
Se em todas as profissões há quem trabalhe bem e quem trabalhe (para ser simpático) menos bem, os factores que determinam esta diferença de atitude (ou postura) são comuns a quase todas as áreas. E nas áreas artísticas nota-se mais porque é tudo muito mais visceral, tudo muito mais "ligado à terra". Tenham em atenção que falo de artistas e não técnicos de música, escultura, pintura, cinema, representação, etc.
Na nossa vida deparamo-nos com situações que nos levam a comentar "este não nasceu para isto ou para aquilo" ou "vê-se mesmo que ela nasceu para isto". Semânticas e maldadezinhas à parte, esta coisa do "nascer para" existe mesmo. Gosto de chamar à malta que nasceu para fosse o que fosse "Os Naturais". ATENÇÃO: não são os "especiais" nem "os melhores que os outros". São apenas... os naturais.
Ser natural significa que a aptidão para esta ou aquela área, tarefa ou conjunto de tarefas, lhe está no sangue. Nasceu com a pessoa. Ela tem jeito ou queda para aquilo.
Perguntam-me vocês: qual é a vantagem de ser um natural? À partida... Um pequenino avanço sobre os normais que têm de estudar e praticar TUDO o que fazem na vida. De resto, mais nada! Podem ter a inteligência relativa de ir fazendo uma gestão da sua vida profissional com base naquilo que Deus (ou a genética) lhes deu de presente... Ou podem ter a inteligência extrema de aprimorar o dom natural que já têm: através de estudo, prática, vivências e direccionando a sua atenção para melhorar todos os dias... Preocupando-se sempre em não vender a alma... Mas isto já dava assunto para mais 5000 caracteres.
E desvantagens? Bom, tambem há! A naturalidade vem normalmente acompanhada de alguma disfuncionalidade a outros níveis. Que, ou é acompanhada, percebida, acolhida e aceite por quem está oor perto, ou então... Haverá alturas em que o horizonte é negro! A pior desvantagem ainda é o escrutínio constante de que os naturais são alvo! Ou porque não tiveram que queimar pestanas para saberem fazer tudo o que fazem, ou porque para eles é ligeiramente mais fácil... Ou pura e simplesmente porque há-de sempre haver normais que dizem "Deus dá nozes a quem não tem dentes".
E permitam-me esclarecer: a diferença entre um natural desleixado e um normal aplicado é enorme e visível. Mas a diferença entre um natural e um normal igualmente aplicados é muito ténue, não são todos que descobrem e depende do que se está à procura. Mas está lá. E e perceptível tanto a um como a outro.
Para mim a situação ideal é aquela que junta os naturais que aprimoram o dom que receberam com os normais que desenvolveram a técnica, praticaram-na e evoluiram de tal forma que aquilo para eles se tornou... Natural.
Ser natural não desculpa mediocridade. Mas merece pelos menos o mesmo respeito que se tem por todas as outras pessoas do Mundo!
Beijos & Abraços,
MP
Se em todas as profissões há quem trabalhe bem e quem trabalhe (para ser simpático) menos bem, os factores que determinam esta diferença de atitude (ou postura) são comuns a quase todas as áreas. E nas áreas artísticas nota-se mais porque é tudo muito mais visceral, tudo muito mais "ligado à terra". Tenham em atenção que falo de artistas e não técnicos de música, escultura, pintura, cinema, representação, etc.
Na nossa vida deparamo-nos com situações que nos levam a comentar "este não nasceu para isto ou para aquilo" ou "vê-se mesmo que ela nasceu para isto". Semânticas e maldadezinhas à parte, esta coisa do "nascer para" existe mesmo. Gosto de chamar à malta que nasceu para fosse o que fosse "Os Naturais". ATENÇÃO: não são os "especiais" nem "os melhores que os outros". São apenas... os naturais.
Ser natural significa que a aptidão para esta ou aquela área, tarefa ou conjunto de tarefas, lhe está no sangue. Nasceu com a pessoa. Ela tem jeito ou queda para aquilo.
Perguntam-me vocês: qual é a vantagem de ser um natural? À partida... Um pequenino avanço sobre os normais que têm de estudar e praticar TUDO o que fazem na vida. De resto, mais nada! Podem ter a inteligência relativa de ir fazendo uma gestão da sua vida profissional com base naquilo que Deus (ou a genética) lhes deu de presente... Ou podem ter a inteligência extrema de aprimorar o dom natural que já têm: através de estudo, prática, vivências e direccionando a sua atenção para melhorar todos os dias... Preocupando-se sempre em não vender a alma... Mas isto já dava assunto para mais 5000 caracteres.
E desvantagens? Bom, tambem há! A naturalidade vem normalmente acompanhada de alguma disfuncionalidade a outros níveis. Que, ou é acompanhada, percebida, acolhida e aceite por quem está oor perto, ou então... Haverá alturas em que o horizonte é negro! A pior desvantagem ainda é o escrutínio constante de que os naturais são alvo! Ou porque não tiveram que queimar pestanas para saberem fazer tudo o que fazem, ou porque para eles é ligeiramente mais fácil... Ou pura e simplesmente porque há-de sempre haver normais que dizem "Deus dá nozes a quem não tem dentes".
E permitam-me esclarecer: a diferença entre um natural desleixado e um normal aplicado é enorme e visível. Mas a diferença entre um natural e um normal igualmente aplicados é muito ténue, não são todos que descobrem e depende do que se está à procura. Mas está lá. E e perceptível tanto a um como a outro.
Para mim a situação ideal é aquela que junta os naturais que aprimoram o dom que receberam com os normais que desenvolveram a técnica, praticaram-na e evoluiram de tal forma que aquilo para eles se tornou... Natural.
Ser natural não desculpa mediocridade. Mas merece pelos menos o mesmo respeito que se tem por todas as outras pessoas do Mundo!
Beijos & Abraços,
MP
Location:Funchal
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Do Talento (Parte 3)
Amiguinhos,
Esclarecimento: o talento, para mim, deve ser o princípio das coisas. Depois vem o estudo, a prática, a dedicação, os truques... Enfim: o que quiserem.
Não vejo nem percebo o talento com um fim em si mesmo. Mas tambem acho que deve ser condição essencial para se seguir em frente com o desenvolvimento. E desvalorizar o talento é feio... Digo eu.
Beijos & Abraços,
MP
Esclarecimento: o talento, para mim, deve ser o princípio das coisas. Depois vem o estudo, a prática, a dedicação, os truques... Enfim: o que quiserem.
Não vejo nem percebo o talento com um fim em si mesmo. Mas tambem acho que deve ser condição essencial para se seguir em frente com o desenvolvimento. E desvalorizar o talento é feio... Digo eu.
Beijos & Abraços,
MP
Location:Madeira
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