Olá Amiguinhos!
Desde que comecei a trabalhar que uso a minha voz em tudo o que faço. Sou locutor de rádio, speaker, apresentador e cantor. Talvez por isso, seja qualificado para escrever sobre este assunto em particular.
Como me considero, acima de tudo, cantor, decidi escrever este texto. Por isso e porque tenho, já há algum tempo, algumas coisas para dizer sobre situações a que tenho assistido.
Devo dizer que acho que se está a banalizar a profissão de Cantor... ou de Cantora. Ser Cantor é assunto sério. É difícil, dá trabalho e não dá para andar nisto só "por causa das gajas", "pelo dinheiro" ou "para dar autógrafos". Para se ser Cantor é preciso trabalho, disciplina, inteligência, estudo, paciência, método e, acima de tudo, talento. Sim: para se ser cantor é preciso, é OBRIGATÓRIO ter talento. Não há truques, não há subterfúgios que, mais cedo ou mais tarde, não sejam descobertos. E lembrem-se: a vida encarrega-se SEMPRE de pôr as coisas e as pessoas no seu lugar...
Para mim há tanta coisa para escrever sobre este assunto. Mas, se fosse a escrever sobre tudo, vocês adormeciam e eu nunca mais acabava. Em frente!
Nos últimos anos apareceram muitos concursos de vozes. Nos primeiros havia uma certa ingenuidade e procurava-se talento pelo talento; depois houve uma evolução positiva; e, ultimamente, banalizou-se. Não gosto de concursos de imitações: além de serem pouco imaginativos, não revelam talento e fazem mal às cordas vocais. Depois apareceram concursos em que o júri tinha tanto (ou mais protagonismo) que os concorrentes. Mas nestes encontrou-se talento sério. E depois... entornou-se o caldo. Apareceram concursos para pessoas que, se não fossem magras e bem esculpidas,. não iam a lado nenhum; academias que ensinam a cantar com livros em cima da cabeça; e concursos onde, basta ser escolhido para ir logo gravar discos e vídeoclips e cantar além fronteiras.
Pensem nisto: generalizou-se a ideia que, para ser cantor(a) basta saber cantar três temas do princípio ao fim, ter bom aspecto, ter um sonho e... arriscar. E vende-se esta ideia aos miúdos sem dó nem piedade. E eles acreditam. E os amigos até dizem que eles cantam bem. E depois... desiludem-se e levam banhos de água fria que seriam escusados. E seriam escusados se os promotores, júris, programadores, etc, fizessem só uma coisa: bastava-lhes serem responsáveis.
Não quero com isto dizer que seja tudo mau: a meio de tanta coisa aparecem realmente grandes talentos. E esses perduram e fazem carreiras invejáveis e cheias de sucesso. Mas não são todos. São poucos. Porque não há milagres nem basta ter um sonho. E a culpa não é de quem sonha. O sonho é lindo e comanda a vida.
Mas quem avalia, quem promove estas coisas e quem pode proporcionar carreiras, tem o DEVER de ser responsável. De procurar talento, de encaminhar e, acima de tudo, de saber ver e aproveitar o POTENCIAL das pessoas. E de ver além dos abdominais, das tatuagens, da roupinha, do boné, etc. Porque quem avalia deve ser idóneo: não basta ser jeitoso nem pseudo-conhecido. Avaliar não é auto-promover-se. É ser responsável por tocar a vida de alguém, para o bem ou para o mal.
Permitam-me dizer-vos o que é preciso para ser Cantor: para ser Cantor é preciso ter talento para começar. E a disciplina, a inteligência e o espírito de sacrifício para continuar. O que não é preciso também sei: o corpinho jeitoso dá jeito mas não faz uma cantora. O gel no cabelo dá jeito mas não faz um cantor. As tatuagens até têm piada mas não fazem um cantor. E miúdas a gritar ou homens a babar, não significa talento. Pode, no máximo, significar um sucesso efémero. Mas deitar a cabeça na almofada à noite sem saber se o nosso sucesso se deve ao nosso talento ou às nossas curvas é, no mínimo, desesperante.
Por tudo isto peço-vos: respeitem a minha profissão. Trabalhei e trabalho muito para fazer o que faço, o melhor que sei. Se querem mesmo ser cantores ou cantoras, força! Lutem, estudem, trabalhem e honrem o talento que têm. :) Mas não pensem nunca que é fácil. Mesmo que haja pessoas que vos digam o contrário.
Porque toda a gente pode cantar. Mas nem todos são cantores.
Beijos & Abraços.
MP
Gosto mesmo muito de escrever, tenho opinião sobre tudo e um palmo de testa. Pumba: o meu blogue!
segunda-feira, 22 de abril de 2013
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Das Borlas e da Boa Vontade
Amiguinhos,
Há muito que ando para escrever sobre isto. Mas nunca deu. Ou porque depois me passava, ou por outro motivo qualquer. Mas agora, acho que é altura...
Tenho para mim que quando alguém faz uma borla (seja ajudar-me a mudar um sofá de um lado para o outro, ou fazer um concerto) esse alguém deve ser bem tratado. Corrijo: esse alguém deve ser MUITO BEM tratado. Porque quando não tratamos bem quem nos faz borlas, corremos o risco de parecermos pobres e mal agradecidos. E se calhar somos mesmo... Pior: se calhar até nos aproveitamos da boa vontade dos outros de forma consciente. E isso é, para mim, imperdoável.
E eu há dias fiz uma borla. Para uma Gala. ESCLARECIMENTO: diverti-me muito e gostei muito do produto final. Havia pessoas muito boas e os momentos de descontracção foram brilhantes. Mas, infelizmente, não foi só isso...
É muito importante não confundir "borla" com "desorganização" ou "displicência". Já trabalhei muito sem receber. Mas sempre quiz fazer as coisas bem. Quem me conhece e trabalhou comigo sabe disso. Mas há pessoas que acham que "como é de borla, bacalhau basta". E apressam-se a dizer, com o ar mais natural deste mundo que "não há dinheiro". E pronto!
Por outro lado, a boa educação e as "atenções" que devemos ter com quem nos ajuda a ficar bem na fotografia (porque houve muita gente que ficou muito bem na fotografia), não custam nada. E fazem os outros sentirem-se bem. Posso dar-vos exemplos práticos de frases que se podem dizer:
1 - Eh pá, não há dinheiro. Mas agradeço-te imenso teres vindo!
2 - Tens aqui um convite para a tua Mulher!
3 - Queres uma água?
4 - Mais uma vez muito obrigado!
... Nada disto aconteceu ...
Mas fico contente por saber que não foram todos que foram de borla. E que esses até foram bem tratados. Os meus parabéns a quem os tratou bem (estou a ser mesmo sincero).
Não tenho nada contra as borlas... Quando é por uma boa causa ou porque é um Amigo que precisa de mim. De resto, por favor metam na cabeça que a "promoção" e o "currículo" já não me aliciam. O meu barómetro para as borlas é simples: se me apetecer faço. Se não me apetecer, não faço. Mas, independentemente das circunstâncias, faço sempre com boa vontade. E faço sempre o melhor que posso. E vou continuar a fazer.
Mas há uma coisa que vos peço: não sejam deselegantes, desatenciosos e mal agradecidos. E, acima de tudo, tenham cuidado com os critérios que aplicam em todas as decisões que tomam quando há pessoas que trabalham sem serem pagas para isso.
Não sou rancoroso. Mas entristeço-me com injustiças. Lamento.
Beijos & Abraços,
MP
Há muito que ando para escrever sobre isto. Mas nunca deu. Ou porque depois me passava, ou por outro motivo qualquer. Mas agora, acho que é altura...
Tenho para mim que quando alguém faz uma borla (seja ajudar-me a mudar um sofá de um lado para o outro, ou fazer um concerto) esse alguém deve ser bem tratado. Corrijo: esse alguém deve ser MUITO BEM tratado. Porque quando não tratamos bem quem nos faz borlas, corremos o risco de parecermos pobres e mal agradecidos. E se calhar somos mesmo... Pior: se calhar até nos aproveitamos da boa vontade dos outros de forma consciente. E isso é, para mim, imperdoável.
E eu há dias fiz uma borla. Para uma Gala. ESCLARECIMENTO: diverti-me muito e gostei muito do produto final. Havia pessoas muito boas e os momentos de descontracção foram brilhantes. Mas, infelizmente, não foi só isso...
É muito importante não confundir "borla" com "desorganização" ou "displicência". Já trabalhei muito sem receber. Mas sempre quiz fazer as coisas bem. Quem me conhece e trabalhou comigo sabe disso. Mas há pessoas que acham que "como é de borla, bacalhau basta". E apressam-se a dizer, com o ar mais natural deste mundo que "não há dinheiro". E pronto!
Por outro lado, a boa educação e as "atenções" que devemos ter com quem nos ajuda a ficar bem na fotografia (porque houve muita gente que ficou muito bem na fotografia), não custam nada. E fazem os outros sentirem-se bem. Posso dar-vos exemplos práticos de frases que se podem dizer:
1 - Eh pá, não há dinheiro. Mas agradeço-te imenso teres vindo!
2 - Tens aqui um convite para a tua Mulher!
3 - Queres uma água?
4 - Mais uma vez muito obrigado!
... Nada disto aconteceu ...
Mas fico contente por saber que não foram todos que foram de borla. E que esses até foram bem tratados. Os meus parabéns a quem os tratou bem (estou a ser mesmo sincero).
Não tenho nada contra as borlas... Quando é por uma boa causa ou porque é um Amigo que precisa de mim. De resto, por favor metam na cabeça que a "promoção" e o "currículo" já não me aliciam. O meu barómetro para as borlas é simples: se me apetecer faço. Se não me apetecer, não faço. Mas, independentemente das circunstâncias, faço sempre com boa vontade. E faço sempre o melhor que posso. E vou continuar a fazer.
Mas há uma coisa que vos peço: não sejam deselegantes, desatenciosos e mal agradecidos. E, acima de tudo, tenham cuidado com os critérios que aplicam em todas as decisões que tomam quando há pessoas que trabalham sem serem pagas para isso.
Não sou rancoroso. Mas entristeço-me com injustiças. Lamento.
Beijos & Abraços,
MP
Location:Porto Santo,Portugal
Das Redescobertas
Bom Dia Amiguinhos!
Estou a escrever este post no Paúl do Mar. Na varanda do hotel, com um dia bonito, muita calmaria e o barulho de crianças à volta de uma piscina. E penso no quão raros são estes dias, estes momentos...
Gosto de cá vir e tenho pena de não vir mais vezes. A última vez tinha sido há mais ou menos um ano, quando vim tocar à Festa da Lapa 2011. E este ano estou cá pelo mesmo motivo: a Festa da Lapa.
O concerto foi ontem à noite e correu muito bem! Fez-me lembrar dos motivos pelos quais escolhi (há 16 anos) ser Músico: chegar às pessoas, provocar-lhes reacções de alegria, euforia, dança, melancolia, tristeza. Enfim... Fazer alguma diferença, nem que seja durante um concerto. E ontém conseguiu-se isso.
Acho que faz falta a muita malta redescobrir-se. A sério! Fazer Música pelos motivos certos é muito importante. Não digo que eu saiba quais são os motivos certos para toda a gente. Mas sei quais são os meus. Sou fiel a eles e só continuo por causa deles (os motivos).
E, conhecendo alguns dos meus colegas como conheço, e tendo trabalhado com eles muitas vezes ao longo dos anos, quase que aposto que alguns já se esqueceram. E eu noto...
Não andem nisto para pôr ninguém "no seu lugar", para "provar que conseguem" ou para "provar que não precisam deste e daquele". Andem nisto para chegar às pessoas. SÓ para chegar às pessoas.
Porque, caros Amigos, quando nos esquecemos de quem nos vê e ouve, algo está mal. E, mais cedo ou mais tarde, vamos perceber que as únicas pessoas que vibram e se emocionam com os nossos concertos... Somos nós. E não há realidade mais triste que essa.
Beijos & Abraços.
MP
Estou a escrever este post no Paúl do Mar. Na varanda do hotel, com um dia bonito, muita calmaria e o barulho de crianças à volta de uma piscina. E penso no quão raros são estes dias, estes momentos...
Gosto de cá vir e tenho pena de não vir mais vezes. A última vez tinha sido há mais ou menos um ano, quando vim tocar à Festa da Lapa 2011. E este ano estou cá pelo mesmo motivo: a Festa da Lapa.
O concerto foi ontem à noite e correu muito bem! Fez-me lembrar dos motivos pelos quais escolhi (há 16 anos) ser Músico: chegar às pessoas, provocar-lhes reacções de alegria, euforia, dança, melancolia, tristeza. Enfim... Fazer alguma diferença, nem que seja durante um concerto. E ontém conseguiu-se isso.
Acho que faz falta a muita malta redescobrir-se. A sério! Fazer Música pelos motivos certos é muito importante. Não digo que eu saiba quais são os motivos certos para toda a gente. Mas sei quais são os meus. Sou fiel a eles e só continuo por causa deles (os motivos).
E, conhecendo alguns dos meus colegas como conheço, e tendo trabalhado com eles muitas vezes ao longo dos anos, quase que aposto que alguns já se esqueceram. E eu noto...
Não andem nisto para pôr ninguém "no seu lugar", para "provar que conseguem" ou para "provar que não precisam deste e daquele". Andem nisto para chegar às pessoas. SÓ para chegar às pessoas.
Porque, caros Amigos, quando nos esquecemos de quem nos vê e ouve, algo está mal. E, mais cedo ou mais tarde, vamos perceber que as únicas pessoas que vibram e se emocionam com os nossos concertos... Somos nós. E não há realidade mais triste que essa.
Beijos & Abraços.
MP
domingo, 8 de julho de 2012
Do Poder e Da Razão
Olá Amiguinhos!
Na nossa vida encontramos pessoas que, por um motivo ou outro, atingiram algum poder e acham que esse poder vem com "brinde". Por "brinde" entenda-se "ser dono da verdade", "saber sempre
mais do que as outras pessoas" e ter a capacidade de "dar lições de tudo e mais alguma coisa às outras pessoas". Tenho uma novidade: não é bem assim! :)
Na minha vida encontrei, convivi e trabalhei com algumas pessoas com algum poder. A maior parte deles, pessoas equilibradas e com a bagagem suficiente para suportar o fardo que traz o poder. As decisões eram tomadas com ponderação e não mudavam de dois em dois dias. Eram ponderadas, serenas e frias, como deve ser qualquer decisão que emana de alguém com poder. E, até terem resultados visíveis e avaliáveis, essas decisões mantinham-se até aparecer outra que, por um motivo válido e lógico, viesse substituir ou reforçar a anterior. Em bom português chama-se a isto "saber mandar".
Depois há os outros. Os que funcionam por feitio, por capricho, por perseguição, para "fazer peito" para a namorada, por mania, porque sim, porque não, porque "poder = razão", para "fugir com o rabo à seringa"... Enfim... Por ignorância pura e dura!
E destes apetece-me rir... Mas penso que o riso não é suficiente. Atrevo-me a pensar que é preciso e é urgente educá-los. E isso faz-se Amiguinhos! Faz-se pela ausência de medo e de servilismo. Pelas conversas educadas mas firmes. E se nos apercebermos que não funciona, podemos e devemos fazer sempre uma coisa: procurar distância destes entes. Sair por cima, de cabeça erguida e (permitam-me) fazer saber aos iluminados que nos vamos embora e porque nos vamos embora.
O dinheiro compra tudo Amiguinhos. MENOS a dignidade e a integridade das pessoas. E quem quer ter pessoas válidas, competentes e motivadas ao seu lado DEVE tratá-las como se elas fossem a melhor coisa do Mundo. Porque, muitas vezes, é isso mesmo que acontece: devemos deixar trabalhar quem sabe, sem interromper e confiando plenamente até prova em contrário.
Porque "ter poder" não é necesaariamente sinónimo de "ter razão". O poder exercido de forma prudente implica muitas vezes a humildade de dizer: "vou deixá-lo trabalhar porque ele sabe disto mais do que eu". E eu quase que aposto que a coisa corre bem! Se não correr... O poder para despedir também existe para ser usado! :)
Beijos & Abraços!
MP
Na nossa vida encontramos pessoas que, por um motivo ou outro, atingiram algum poder e acham que esse poder vem com "brinde". Por "brinde" entenda-se "ser dono da verdade", "saber sempre
mais do que as outras pessoas" e ter a capacidade de "dar lições de tudo e mais alguma coisa às outras pessoas". Tenho uma novidade: não é bem assim! :)
Na minha vida encontrei, convivi e trabalhei com algumas pessoas com algum poder. A maior parte deles, pessoas equilibradas e com a bagagem suficiente para suportar o fardo que traz o poder. As decisões eram tomadas com ponderação e não mudavam de dois em dois dias. Eram ponderadas, serenas e frias, como deve ser qualquer decisão que emana de alguém com poder. E, até terem resultados visíveis e avaliáveis, essas decisões mantinham-se até aparecer outra que, por um motivo válido e lógico, viesse substituir ou reforçar a anterior. Em bom português chama-se a isto "saber mandar".
Depois há os outros. Os que funcionam por feitio, por capricho, por perseguição, para "fazer peito" para a namorada, por mania, porque sim, porque não, porque "poder = razão", para "fugir com o rabo à seringa"... Enfim... Por ignorância pura e dura!
E destes apetece-me rir... Mas penso que o riso não é suficiente. Atrevo-me a pensar que é preciso e é urgente educá-los. E isso faz-se Amiguinhos! Faz-se pela ausência de medo e de servilismo. Pelas conversas educadas mas firmes. E se nos apercebermos que não funciona, podemos e devemos fazer sempre uma coisa: procurar distância destes entes. Sair por cima, de cabeça erguida e (permitam-me) fazer saber aos iluminados que nos vamos embora e porque nos vamos embora.
O dinheiro compra tudo Amiguinhos. MENOS a dignidade e a integridade das pessoas. E quem quer ter pessoas válidas, competentes e motivadas ao seu lado DEVE tratá-las como se elas fossem a melhor coisa do Mundo. Porque, muitas vezes, é isso mesmo que acontece: devemos deixar trabalhar quem sabe, sem interromper e confiando plenamente até prova em contrário.
Porque "ter poder" não é necesaariamente sinónimo de "ter razão". O poder exercido de forma prudente implica muitas vezes a humildade de dizer: "vou deixá-lo trabalhar porque ele sabe disto mais do que eu". E eu quase que aposto que a coisa corre bem! Se não correr... O poder para despedir também existe para ser usado! :)
Beijos & Abraços!
MP
domingo, 1 de julho de 2012
Do Fado
Olá Amiguinhos!
Há dias cantei Fado. E gostei! :) Tenho a mania de gostar (ou de fazer por gostar) de tudo o que canto. Na minha opinião, não devem cantar-se coisas das quais não se gosta. Esclarecimento: não estou a dizer que não gosto de Fado. E passo a explicar...
Não sou "do Fado". Mas sou Músico. E para mim só há dois tipos de Música: a bem tocada e a mal tocada. Se formos a falar de "gostos" a coisa já é diferente: gosto de ouvir o Carlos do Carmo, a Mariza, a Ana Moura e o António Zambujo. Os restantes Artistas "do Fado" devo confessar que me passam um pouco ao lado.. Mas os que referi acima, fazem-me sentir bem a ouvir Fado. Porque a intenção está lá mas o estereótipo não. Ou seja: cantam Fado de uma forma própria e com arranjos limpos, afinados e coerentes.
E uma das coisas que gosto mais de ver (e ouvir) é a nova leva de Artistas, sejam Cantores ou Músicos, que apareceram nos últimos anos a tocar bem Fado. É claro que, a meio destes, aparecem sempre aqueles que pensam que cantar ou tocar Fado é para todos. E que todos podem fazer uma grande carreira porque até cantam em casa de amigos e porque as pessoas até dizem "que ele(a) tem um vozeirão". Desses não falo por uma questão de elegância. Mas dos outros, dos bons, apetece-me falar! Porque desmistificam o estereótipo e trazem à Canção Nacional um interesse e uma sobriedade que dá gosto ouvir (e ver).
Porque, Amiguinhos, para se ser "do Fado" basta dizer que se é "do Fado". Mas para tocá-lo e cantá-lo como deve ser... Aí já é diferente. É preciso afinação, gosto, alma e dedicação. Se não houver, não há Grande Noite do Fado que nos salve...
Beijos & Abraços,
MP
Há dias cantei Fado. E gostei! :) Tenho a mania de gostar (ou de fazer por gostar) de tudo o que canto. Na minha opinião, não devem cantar-se coisas das quais não se gosta. Esclarecimento: não estou a dizer que não gosto de Fado. E passo a explicar...
Não sou "do Fado". Mas sou Músico. E para mim só há dois tipos de Música: a bem tocada e a mal tocada. Se formos a falar de "gostos" a coisa já é diferente: gosto de ouvir o Carlos do Carmo, a Mariza, a Ana Moura e o António Zambujo. Os restantes Artistas "do Fado" devo confessar que me passam um pouco ao lado.. Mas os que referi acima, fazem-me sentir bem a ouvir Fado. Porque a intenção está lá mas o estereótipo não. Ou seja: cantam Fado de uma forma própria e com arranjos limpos, afinados e coerentes.
E uma das coisas que gosto mais de ver (e ouvir) é a nova leva de Artistas, sejam Cantores ou Músicos, que apareceram nos últimos anos a tocar bem Fado. É claro que, a meio destes, aparecem sempre aqueles que pensam que cantar ou tocar Fado é para todos. E que todos podem fazer uma grande carreira porque até cantam em casa de amigos e porque as pessoas até dizem "que ele(a) tem um vozeirão". Desses não falo por uma questão de elegância. Mas dos outros, dos bons, apetece-me falar! Porque desmistificam o estereótipo e trazem à Canção Nacional um interesse e uma sobriedade que dá gosto ouvir (e ver).
Porque, Amiguinhos, para se ser "do Fado" basta dizer que se é "do Fado". Mas para tocá-lo e cantá-lo como deve ser... Aí já é diferente. É preciso afinação, gosto, alma e dedicação. Se não houver, não há Grande Noite do Fado que nos salve...
Beijos & Abraços,
MP
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Das Coisas Bem Feitas - Rock In Rio Lisboa 2012
Olá Amiguinhos!
Eu fui ao Rock In Rio Lisboa 2012. Nunca tinha ido ao RR. Mas este ano, essencialmente porque vinha o Stevie Wonder, fui lá. E não tenho NADA de mal a apontar. NADA!
E eu explico:
- Perímetro sem carros à volta do recinto: excelente idéia! A partir de certa altura não passavam mais carros (a não ser que autorizados). O acesso das pessoas às entradas ficou, portanto, mais fluido e deixou de haver "magotes" de gente apertada para passar a haver muita gente a circular de forma normal e ordeira;
- Entrada: muito bem feita! Vários corredores de entrada, com duas pessoas em cada uma: um segurança que verificava as entradas através de código de barras e uma promotora que rasgava o coto do bilhete. Não havia filas;
- Beer Packers: lindo! Se o que se bebe mais nestes festivais é cerveja, é certinho que as filas para os bares iam ser intermináveis. Alem disso, para sair do lugar que estávamos a guardar, era uma chatice. Assim, arranjou-se uma equipa grande de pessoas que iam, com um barril de cerveja às costas, passando entre as pessoas. 20cl de cerveja custavam 2€. E quem quisesse Pepsi ou água, tambem havia malta que andava com isso às costas;
- Cartaz: delicioso! Para falar só do Palco Mundo, o leque ia desde Limp Bizkit até Stevie Wonder, passando por Ivete Sangalo e Maroon 5. Tanto eu como a malta que gosta de abanar o cabelo comprido, tivemos momentos bons, sem atropelos nem elitismos;
- Baldes de Lixo: gigantes! Não vi, no tempo em que lá estive dentro, nenhum balde completamente cheio. Eram grandes, visíveis e eram muitos! E havia sempre gente para esvaziá-los;
- Limpeza: constante! Estava a ver Lenny Kravitz e passavam pessoas a varrer o chão e a apanhar coisas que outras pessoas (por ventura um pouco menos civilizadas) deitavam ao chão.
Além disto, a associação a boas causas foi grande e louvável. Não vou com isto dizer que a futilidade associada a algumas vertentes destas coisas não tenha estado presente! É claro que esteve! Mas isso já é culpa das pessoas e não do evento.
Nestes dias aprecebi-me de uma coisa: quem nasceu para arraial nunca chega a Rock In Rio. E não é uma questão de dinheiro nem de ser elitista. Trata-se apenas de querer fazer as coisas com profissionalismo e com brio. E com a intenção de fidelizar e tratar bem as pessoas que gastaram 61€ por dia.
E esta, Amiguinhos, é a essência de fazer coisas bem feitas! Passo a explicar: fui com a minha Mulher na sexta, dia 1 e no sábado, dia 2. Gastei algum dinheiro em quatro bilhetes. Custou-me a ganhar e a gastar. Mas hoje digo, sem sombra de dúvida: ainda bem que gastei! Porque tenho a certeza que, por trás desse dinheiro, houve muita gente que trabalhou muito e durante muito tempo para que a minha experiência de Rock In Rio fosse memorável!
E mais: no próximo que seja em Lisboa... EU VOU!
Beijos & Abraços,
MP
Eu fui ao Rock In Rio Lisboa 2012. Nunca tinha ido ao RR. Mas este ano, essencialmente porque vinha o Stevie Wonder, fui lá. E não tenho NADA de mal a apontar. NADA!
E eu explico:
- Perímetro sem carros à volta do recinto: excelente idéia! A partir de certa altura não passavam mais carros (a não ser que autorizados). O acesso das pessoas às entradas ficou, portanto, mais fluido e deixou de haver "magotes" de gente apertada para passar a haver muita gente a circular de forma normal e ordeira;
- Entrada: muito bem feita! Vários corredores de entrada, com duas pessoas em cada uma: um segurança que verificava as entradas através de código de barras e uma promotora que rasgava o coto do bilhete. Não havia filas;
- Beer Packers: lindo! Se o que se bebe mais nestes festivais é cerveja, é certinho que as filas para os bares iam ser intermináveis. Alem disso, para sair do lugar que estávamos a guardar, era uma chatice. Assim, arranjou-se uma equipa grande de pessoas que iam, com um barril de cerveja às costas, passando entre as pessoas. 20cl de cerveja custavam 2€. E quem quisesse Pepsi ou água, tambem havia malta que andava com isso às costas;
- Cartaz: delicioso! Para falar só do Palco Mundo, o leque ia desde Limp Bizkit até Stevie Wonder, passando por Ivete Sangalo e Maroon 5. Tanto eu como a malta que gosta de abanar o cabelo comprido, tivemos momentos bons, sem atropelos nem elitismos;
- Baldes de Lixo: gigantes! Não vi, no tempo em que lá estive dentro, nenhum balde completamente cheio. Eram grandes, visíveis e eram muitos! E havia sempre gente para esvaziá-los;
- Limpeza: constante! Estava a ver Lenny Kravitz e passavam pessoas a varrer o chão e a apanhar coisas que outras pessoas (por ventura um pouco menos civilizadas) deitavam ao chão.
Além disto, a associação a boas causas foi grande e louvável. Não vou com isto dizer que a futilidade associada a algumas vertentes destas coisas não tenha estado presente! É claro que esteve! Mas isso já é culpa das pessoas e não do evento.
Nestes dias aprecebi-me de uma coisa: quem nasceu para arraial nunca chega a Rock In Rio. E não é uma questão de dinheiro nem de ser elitista. Trata-se apenas de querer fazer as coisas com profissionalismo e com brio. E com a intenção de fidelizar e tratar bem as pessoas que gastaram 61€ por dia.
E esta, Amiguinhos, é a essência de fazer coisas bem feitas! Passo a explicar: fui com a minha Mulher na sexta, dia 1 e no sábado, dia 2. Gastei algum dinheiro em quatro bilhetes. Custou-me a ganhar e a gastar. Mas hoje digo, sem sombra de dúvida: ainda bem que gastei! Porque tenho a certeza que, por trás desse dinheiro, houve muita gente que trabalhou muito e durante muito tempo para que a minha experiência de Rock In Rio fosse memorável!
E mais: no próximo que seja em Lisboa... EU VOU!
Beijos & Abraços,
MP
Location:Lisboa, Portugal
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Dos Contos de Fadas e da Realidade
Olá Amiguinhos! :)
Alguem aqui ainda acredita em contos de fadas? Seja a que nível for: pessoal, profissional, familiar... ? Se assim for, digam-me.
Mas primeiro precisamos de definir "Conto de Fadas"! Para mim é toda e qualquer situação ideal que corra como nós gostamos: com calma e sem stresses desnecessários.
O problema é que, quando vamos ficando mais velhinhos (entenda-se "quando crescemos") os contos de fadas começam a parecer cada vez mais distantes e menos prováveis. E, quando nos atrevemos a acreditar que há coisas que valem a pena, ficamos com a reles sensação que... Temos razão! O projecto profissional promissor afinal é treta, a reconciliação familiar que parecia tão bem afinal vem cheia de ressentimentos e de mágoas ou a paixão que nos faz sentir borboletas no estómago afinal era boa de mais para ser verdade.
E deixamos de acreditar. E passamos a aceitar que a vida continua a ser um mar de rosas... Com uns espinhos pelo meio! :) Aliás, estas duas palavras definem bem as posturas perante conos de fadas: primeiro acredita-se; depois aceita-se (a falta deles).
E aqui Amiguinhos, é que se distinguem os que ainda escolhem seguir o coração e o instinto quando aparecem situações novas! Sabem o que vos digo? Há coisas e pessoas que valem a pena. E vale a pena acreditar mais uma vez. Se desiludirem, paciência! Já temos a experiência para nos recompormos! :) Porque até pode ser que corra bem...
E vale a pena ser assim. Vale a pena acreditar mais uma vez... Sempre!
Digo eu!
Beijos & Abraços!
MP
Alguem aqui ainda acredita em contos de fadas? Seja a que nível for: pessoal, profissional, familiar... ? Se assim for, digam-me.
Mas primeiro precisamos de definir "Conto de Fadas"! Para mim é toda e qualquer situação ideal que corra como nós gostamos: com calma e sem stresses desnecessários.
O problema é que, quando vamos ficando mais velhinhos (entenda-se "quando crescemos") os contos de fadas começam a parecer cada vez mais distantes e menos prováveis. E, quando nos atrevemos a acreditar que há coisas que valem a pena, ficamos com a reles sensação que... Temos razão! O projecto profissional promissor afinal é treta, a reconciliação familiar que parecia tão bem afinal vem cheia de ressentimentos e de mágoas ou a paixão que nos faz sentir borboletas no estómago afinal era boa de mais para ser verdade.
E deixamos de acreditar. E passamos a aceitar que a vida continua a ser um mar de rosas... Com uns espinhos pelo meio! :) Aliás, estas duas palavras definem bem as posturas perante conos de fadas: primeiro acredita-se; depois aceita-se (a falta deles).
E aqui Amiguinhos, é que se distinguem os que ainda escolhem seguir o coração e o instinto quando aparecem situações novas! Sabem o que vos digo? Há coisas e pessoas que valem a pena. E vale a pena acreditar mais uma vez. Se desiludirem, paciência! Já temos a experiência para nos recompormos! :) Porque até pode ser que corra bem...
E vale a pena ser assim. Vale a pena acreditar mais uma vez... Sempre!
Digo eu!
Beijos & Abraços!
MP
Location:101,Funchal,Portugal
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