segunda-feira, 4 de junho de 2012

Das Coisas Bem Feitas - Rock In Rio Lisboa 2012

Olá Amiguinhos!

Eu fui ao Rock In Rio Lisboa 2012. Nunca tinha ido ao RR. Mas este ano, essencialmente porque vinha o Stevie Wonder, fui lá. E não tenho NADA de mal a apontar. NADA!

E eu explico:
- Perímetro sem carros à volta do recinto: excelente idéia! A partir de certa altura não passavam mais carros (a não ser que autorizados). O acesso das pessoas às entradas ficou, portanto, mais fluido e deixou de haver "magotes" de gente apertada para passar a haver muita gente a circular de forma normal e ordeira;
- Entrada: muito bem feita! Vários corredores de entrada, com duas pessoas em cada uma: um segurança que verificava as entradas através de código de barras e uma promotora que rasgava o coto do bilhete. Não havia filas;
- Beer Packers: lindo! Se o que se bebe mais nestes festivais é cerveja, é certinho que as filas para os bares iam ser intermináveis. Alem disso, para sair do lugar que estávamos a guardar, era uma chatice. Assim, arranjou-se uma equipa grande de pessoas que iam, com um barril de cerveja às costas, passando entre as pessoas. 20cl de cerveja custavam 2€. E quem quisesse Pepsi ou água, tambem havia malta que andava com isso às costas;
- Cartaz: delicioso! Para falar só do Palco Mundo, o leque ia desde Limp Bizkit até Stevie Wonder, passando por Ivete Sangalo e Maroon 5. Tanto eu como a malta que gosta de abanar o cabelo comprido, tivemos momentos bons, sem atropelos nem elitismos;
- Baldes de Lixo: gigantes! Não vi, no tempo em que lá estive dentro, nenhum balde completamente cheio. Eram grandes, visíveis e eram muitos! E havia sempre gente para esvaziá-los;
- Limpeza: constante! Estava a ver Lenny Kravitz e passavam pessoas a varrer o chão e a apanhar coisas que outras pessoas (por ventura um pouco menos civilizadas) deitavam ao chão.

Além disto, a associação a boas causas foi grande e louvável. Não vou com isto dizer que a futilidade associada a algumas vertentes destas coisas não tenha estado presente! É claro que esteve! Mas isso já é culpa das pessoas e não do evento.

Nestes dias aprecebi-me de uma coisa: quem nasceu para arraial nunca chega a Rock In Rio. E não é uma questão de dinheiro nem de ser elitista. Trata-se apenas de querer fazer as coisas com profissionalismo e com brio. E com a intenção de fidelizar e tratar bem as pessoas que gastaram 61€ por dia.

E esta, Amiguinhos, é a essência de fazer coisas bem feitas! Passo a explicar: fui com a minha Mulher na sexta, dia 1 e no sábado, dia 2. Gastei algum dinheiro em quatro bilhetes. Custou-me a ganhar e a gastar. Mas hoje digo, sem sombra de dúvida: ainda bem que gastei! Porque tenho a certeza que, por trás desse dinheiro, houve muita gente que trabalhou muito e durante muito tempo para que a minha experiência de Rock In Rio fosse memorável!

E mais: no próximo que seja em Lisboa... EU VOU!

Beijos & Abraços,

MP

Location:Lisboa, Portugal

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Dos Contos de Fadas e da Realidade

Olá Amiguinhos! :)

Alguem aqui ainda acredita em contos de fadas? Seja a que nível for: pessoal, profissional, familiar... ? Se assim for, digam-me.

Mas primeiro precisamos de definir "Conto de Fadas"! Para mim é toda e qualquer situação ideal que corra como nós gostamos: com calma e sem stresses desnecessários.

O problema é que, quando vamos ficando mais velhinhos (entenda-se "quando crescemos") os contos de fadas começam a parecer cada vez mais distantes e menos prováveis. E, quando nos atrevemos a acreditar que há coisas que valem a pena, ficamos com a reles sensação que... Temos razão! O projecto profissional promissor afinal é treta, a reconciliação familiar que parecia tão bem afinal vem cheia de ressentimentos e de mágoas ou a paixão que nos faz sentir borboletas no estómago afinal era boa de mais para ser verdade.

E deixamos de acreditar. E passamos a aceitar que a vida continua a ser um mar de rosas... Com uns espinhos pelo meio! :) Aliás, estas duas palavras definem bem as posturas perante conos de fadas: primeiro acredita-se; depois aceita-se (a falta deles).

E aqui Amiguinhos, é que se distinguem os que ainda escolhem seguir o coração e o instinto quando aparecem situações novas! Sabem o que vos digo? Há coisas e pessoas que valem a pena. E vale a pena acreditar mais uma vez. Se desiludirem, paciência! Já temos a experiência para nos recompormos! :) Porque até pode ser que corra bem...

E vale a pena ser assim. Vale a pena acreditar mais uma vez... Sempre!

Digo eu!

Beijos & Abraços!

MP

Location:101,Funchal,Portugal

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Respeitem-se!

Olá!

Gosto que se diga (e que se escreva) o que se pensa. Que isso fique claro! Como deve ser clara a ntenção das conversas. Só um covarde se esconde por trás de discursos difusos e expressões do género "para bom entendedor, meia palavra basta". Deve praticar-se a frontalidade, a sinceridade e a maturidade que se defende acérrima e publicamente!

Penso que me faço entender: sejam coerentes com o que dizem e escrevem. Com a possibilidade de falar (ou escrever) para muita gente vem a RESPONSABILIDADE de servir de exemplo às coisas que apregoamos. Se assim não for, tornamo-nos birrentos, infantis e, pior, irresponsáveis.

Respeitem-se, respeitem os vossos pares e, acima de tudo, respeitem o vosso Público!

Beijos & Abraços,

MP



Location:Funchal

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Os Naturais

Olá Amiguinhos.

Se em todas as profissões há quem trabalhe bem e quem trabalhe (para ser simpático) menos bem, os factores que determinam esta diferença de atitude (ou postura) são comuns a quase todas as áreas. E nas áreas artísticas nota-se mais porque é tudo muito mais visceral, tudo muito mais "ligado à terra". Tenham em atenção que falo de artistas e não técnicos de música, escultura, pintura, cinema, representação, etc.

Na nossa vida deparamo-nos com situações que nos levam a comentar "este não nasceu para isto ou para aquilo" ou "vê-se mesmo que ela nasceu para isto". Semânticas e maldadezinhas à parte, esta coisa do "nascer para" existe mesmo. Gosto de chamar à malta que nasceu para fosse o que fosse "Os Naturais". ATENÇÃO: não são os "especiais" nem "os melhores que os outros". São apenas... os naturais.

Ser natural significa que a aptidão para esta ou aquela área, tarefa ou conjunto de tarefas, lhe está no sangue. Nasceu com a pessoa. Ela tem jeito ou queda para aquilo.

Perguntam-me vocês: qual é a vantagem de ser um natural? À partida... Um pequenino avanço sobre os normais que têm de estudar e praticar TUDO o que fazem na vida. De resto, mais nada! Podem ter a inteligência relativa de ir fazendo uma gestão da sua vida profissional com base naquilo que Deus (ou a genética) lhes deu de presente... Ou podem ter a inteligência extrema de aprimorar o dom natural que já têm: através de estudo, prática, vivências e direccionando a sua atenção para melhorar todos os dias... Preocupando-se sempre em não vender a alma... Mas isto já dava assunto para mais 5000 caracteres.

E desvantagens? Bom, tambem há! A naturalidade vem normalmente acompanhada de alguma disfuncionalidade a outros níveis. Que, ou é acompanhada, percebida, acolhida e aceite por quem está oor perto, ou então... Haverá alturas em que o horizonte é negro! A pior desvantagem ainda é o escrutínio constante de que os naturais são alvo! Ou porque não tiveram que queimar pestanas para saberem fazer tudo o que fazem, ou porque para eles é ligeiramente mais fácil... Ou pura e simplesmente porque há-de sempre haver normais que dizem "Deus dá nozes a quem não tem dentes".

E permitam-me esclarecer: a diferença entre um natural desleixado e um normal aplicado é enorme e visível. Mas a diferença entre um natural e um normal igualmente aplicados é muito ténue, não são todos que descobrem e depende do que se está à procura. Mas está lá. E e perceptível tanto a um como a outro.

Para mim a situação ideal é aquela que junta os naturais que aprimoram o dom que receberam com os normais que desenvolveram a técnica, praticaram-na e evoluiram de tal forma que aquilo para eles se tornou... Natural.

Ser natural não desculpa mediocridade. Mas merece pelos menos o mesmo respeito que se tem por todas as outras pessoas do Mundo!

Beijos & Abraços,

MP


Location:Funchal

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Do Talento (Parte 3)

Amiguinhos,

Esclarecimento: o talento, para mim, deve ser o princípio das coisas. Depois vem o estudo, a prática, a dedicação, os truques... Enfim: o que quiserem.

Não vejo nem percebo o talento com um fim em si mesmo. Mas tambem acho que deve ser condição essencial para se seguir em frente com o desenvolvimento. E desvalorizar o talento é feio... Digo eu.

Beijos & Abraços,

MP

Location:Madeira

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Dos Aeroportos

Amiguinhos,

Sempre gostei de Aeroportos. Do movimento, da cor, da diversidade das pessoas, da quantidade de coisas diferentes que se encontram no mesmo sítio... Tudo isto arrumadinho no mesmo pacote com outra das minhas coisas preferidas: viajar!

E gosto também do que os Aeroportos representam: a saída para algum sítio novo, o reencontro com malta com quem não podemos estar sempre, a chegada a casa depois de uma viagem em trabalho... É claro que também há motivos maus para se estar num Aeroporto... Mas não são assim tantos! E, sobre esses, prefiro nem falar... :)

A verdade é que, associada à noção de Aeroporto, está sempre a ideia de algo que muda... Ou que mudou! Reparem que a mudança pode não ser necessariamente para melhor: há sempre uma componente de risco nestas coisas. Mas, mais risco menos risco, mais alegria menos alegria, a verdade é que a passagem por um Aeroporto vai trazer uma mudança... Por pouco que seja, algo muda... Por pouco tempo, por muito tempo, para melhor, para pior... É diferente!

E isto Amiguinhos, faz parte da essência de nos sentirmos vivos!

Beijos & Abraços,

MP

Location:Entre o Porto e o Funchal

domingo, 10 de abril de 2011

Dos Sítios Giros e das Lavagens À Alma

Olá Amiguinhos!

De vez em quando preciso de sair. Preciso de largar tudo o que me é familiar, comum, quotidiano, vulgarzito... Normal. Não é que precise de motivo. Mas se tiver de haver algum, que seja para manter uma sanidade mental relativa e uma perspectiva fresca de que os limites da Ilha não são os limites do Mundo...

Não me interpretem mal: conheço uma parte do Mundo. Mas, aqui e ali, preciso de sentir esse Mundo. Nem que seja voar até o rectângulo...

As almas lavadas funcionam melhor, sentem melhor, vêem melhor, criam melhor... E nada lava melhor uma alma do que uma viagem! Seja pela distância geográfica a que ficamos dos entes que nos causam desconforto... Ou pelo mais puro dos motivos (aquele que, na essência, devia ser o único): ver, sentir e viver coisas diferentes. É pena que ainda não seja tão barato lavar a alma como lavar o carro no Elefante Azul...

Até porque depois, pior do que ter vivido outras realidades e saber que elas existem, é a saudade que elas deixam... Mais uma vez: não me interpretem mal. Gosto da Ilha e quero a Ilha para mim... E também gosto de outras coisas! :)

Beijos & Abraços.

MP

Location:Porto