quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Da Saudade

Amiguinhos,

Poucas coisas nos fazem tanta falta como as pessoas. A Família, os Amigos, os Colegas. Acho que há uma dimensão humana muito grande quando chamamos Saudade a um sentimento de falta. Só os afectos (sejam eles quais forem) nos fazem sentir aquele "aperto" a que nos referimos quando sentimos falta de alguém.

É comum dizer que tenho saudades de andar de mota, de ir ao cinema ou de comer o bife da Portugália. Está bem. Faz falta. Mas não fico triste nem angustiado por causa disso. Nem canto um Fadinho triste por não comer o bife da Portugália (embora seja uma das melhores coisas do Mundo...)... Não é Saudade. É vontade.

Mas das pessoas... Das pessoas sinto Saudade. Porque para se sentir falta de alguém tem de haver motivo. E vamos partir do princípio que, com essas pessoas, as vivências, as palavras e os contactos, tiveram saldo positivo.

Por outro lado também me parece que ficámos, com o tempo, mais preguiçosos. Já não se embarca para Angola para ficar 1 ou 2 anos sem falar com quem deixámos para trás. Hoje em dia Amiguinhos, basta querer. Há montes de formas de falar ou comunicar com as pessoas de quem gostamos. E só não consegue quem não tenta. Não estou a ser mauzinho nem intransigente. Estou a ser realista, basta olhar à volta. A não ser que as pessoas não valham a pena. Aí não há saudades. Pode haver, no máximo, leviandade em palavras ditas e atitudes tomadas com as emoções ao rubro. Mas aí está tudo estragado. E a distância não traz saudade. Traz resolução e serenidade a curto/ médio prazo.

Existe uma forma de minorar as saudades. É claro que isto implica duas coisas: sentimentos constantes e vontade. Mais nada. Tenho amigos de quem sinto falta e a amizade e as boas recordações mantêm-se. Haja vontade para contactá-los através dos montes de meios que a tecnologia hoje nos possibilita. Se nos mantivermos em contacto, os sentimentos não adormecem. E não dói tanto. Se assim não for, tudo o resto soa a desculpa de mau pagador. Soa a atitude comodista, nos casos mais leves. E medrosa, nos mais graves.

E há remédio para os comodistas e para os medrosos: sigam o que realmente sentem. Vão ver que vos dói muito menos do que, à boa maneira tuga, aguentar saudades.

De qualquer forma, para quem ficar com dúvidas, fiquem sossegados: também sinto saudades e vou receber sempre de forma calorosa as pessoas de quem gosto. Sejam elas quem forem.

Lembrem-se: há uma grande diferença entre uma Saudade sufocante e uma Melancolia serena que até se pode levar bem. Tudo depende  da vontade e da pureza dos sentimentos. Sejam eles quais forem. :)

Beijos & Abraços,

MP

sábado, 27 de julho de 2013

Do Sentimento e Do Pensamento (ou Do Coração e Da Razão)

Amiguinhos,

Muitas vezes na minha vida me deparei com situações periclitantes que exigiram soluções mais ou menos rápidas. Sempre gostei de resolver tudo de forma rápida, mas eficaz. E tomar decisões sob pressão é uma arte. Não digo que a domine. Mas já tive de decidir depressa algumas vezes. 

As decisões que não são urgentes permitem um amadurecer de ideias que acaba sempre por ser benéfico. Menos para os pamonhas. Esses enrolam, empurram com a barriga e no fim... Ou não se resolve, ou alguém tem de resolver por eles. Tornam-se portanto desnecessários e, em alguns casos, até atrapalham.

Neste assunto em particular, devemos ter em conta duas dimensões essenciais: o que se sente e o que se pensa. E esta é uma dicotomia que, embora muito difícil de gerir, tem de estar sempre presente em tudo o que fazemos. E vamos partir do princípio que todos temos sentimentos e todos temos a capacidade de pensar... ;)

Quando falamos em coisas que são, por definição, opostas, não podemos deixar de considerar as situações extremas. 

Quem se guia só pelos sentimentos corre riscos sérios: se for demasiado bom, toma decisões e atitudes por pena (ou por alegria excessiva). Quem tiver um ego gigante, toma decisões por capricho. Tanto um como outro se tornam, num contexto de uma realidade normal, inúteis.

Quem consegue racionalizar tudo e age sem sentir, não consegue sentir a realidade humana que está (mais ou menos) presente em todas as situações. Até pode ser confortável até uma certa altura. O problema é que, á medida que se envelhece, vamo-nos "humanizando". Mas o mal pode já estar feito e vamos acabar por ficar sós e a chorar todas as noites até adormecer. E a realidade é que ninguém se vai importar.

Mas no meio... No meio é que está a virtude. Aplicar doses adequadas e equilibradas de sentimento e pensamento em tudo o que se faz é a base para decisões e atitudes ponderadas que nos permitem, depois, viver com elas. Porque temos a noção que tivemos em conta todas as vertentes da realidade. As atitudes até podem revelar-se erradas. Mas não foram frias nem precipitadas.

Devo confessar que sempre fui mais adepto de sentir tudo o que faço. Mas a vida também nos ensina a pensar antes de agir. E, se algum dia chegar a um equilíbrio bom, parece-me que tudo se tornará mais fácil. É que, com o direito de tomar atitudes e decisões, vem o dever de, depois, viver com elas.

Pela minha experiência (relativa) tenho uma máxima que gosto de aplicar a tudo: se se sente que está bem, vale a pena fazer. Se se pensa que está mal, mais vale estar quieto.

O que nunca se deve fazer é forçar a razão ou o sentimento. Porque forçar uma ou outra trará, seguramente, arrependimentos por não se ter tentado ou por ter feito asneira.

Para combater isto podemos sempre tomar a decisão de não nos arrependermos de nada. E ir em frente. Procurando sempre aquele lugar, entre a cabeça e o coração, onde a nossa consciência fica tranquila.

Difícil, não é?? Pois. Ninguém disse que era fácil. :)

Beijos & Abraços.

MP



quinta-feira, 25 de julho de 2013

Das Coisas que Aparecem de Surpresa

Amiguinhos,

Ao ler o título deste texto, alguns de vocês podem pensar: serão surpresas boas ou más? Pois eu acho que essa questão nem se coloca! :) Se a jusante, as coisas que aparecem de surpresa podem revelar-se boas ou más, a verdade é que, a montante, tudo o que surja de repente e sem ser esperado tem o efeito de "abanar" a nossa vida, de lhe dar alimento novo, de ser uma lufada de ar fresco à nossa existência.

É claro que falo de surpresas em geral: a promoção que não esperávamos, o prémio do Euromilhões, a pessoa que julgávamos que nunca fôssemos encontrar, o acidente de carro... Seja o que for. A verdade é que, sem acontecimentos inesperados, tudo te torna, mais cedo ou mais tarde, monótono. E a monotonia até pode ser agradável para quem quer viver uma vidinha descansada... Ou deprimente. Decidam vocês. :)

Tenho para mim que as surpresas devem ser encaradas como desafios. E explorá-las, vivê-las ao máximo e depois... Aprender com elas. Acho que todos chegamos a uma idade em que a procura de coisas novas se revela ou muito difícil, ou perigosa. As surpresas têm essa vantagem: ninguém as procura. Pura e simplesmente aparecem! E dão-nos motivos para pensar, agir e resolver. Aprendemos e, acima de tudo, vivemos mais e de forma mais intensa.

Assim sendo, não ponho nada de parte, não me escondo de nada. Sigo instintos, sentimentos, medos... Com a ponderação óbvia que a realidade exige. Mas ficar de braços cruzados é que não!

Porque depois olhamos para trás e vemos que a vida nos passou ao lado. É certo que também nos passam ao lado as desilusões. Mas Deus me livre de viver menos por ser demasiado ponderado. :)

Beijos & Abraços,

MP


sábado, 13 de julho de 2013

O CD do Scat

Olá Amiguinhos!

Para os que não sabem o que é o Scat, eu explico: o Scat é um bar de música ao vivo no Funchal, Madeira. O estilo é marcadamente jazzístico. Mas, essencialmente, faz-se música no Scat. Música boa. Além disso, a selecção de bebidas é óptima, a comida deliciosa e o serviço melhor ainda.

Agora que já todos se situaram, vou falar-vos... do CD do Scat! :)

O Scat fez um CD com temas tocados lá, ao vivo, por uma variedade de Músicos Madeirenses e não só. É tão simples quanto isto. E fê-lo bem: desde a selecção musical à mistura, passando pela masterização e pela imagem. A imagem então está uma delícia!

E eu achei isto maravilhoso! E histórico. E pioneiro. Porque toda a gente fala do tormento que é gravar um CD: pelas horas de estúdio, pelos pormenores, pela produção, pelo dinheiro... Sim, dizem que custa "horrores" gravar um disco (já não é bem assim). Mas a verdade é que aconteceu e ficou muito bom. O Ricardo escolheu e fez pré-misturas, a Marta imaginou e realizou a imagem e o Márcio disse que sim. E pronto: matrizes para masterizar, gráficas a trabalhar e... Já há um registo do Scat, de alguns dos Músicos que lá tocaram. Houve vontade, houve trabalho e houve dinheiro. E, acima de tudo, houveram acções em vez de palavras.

E é disto que não quero que se esqueçam. Fez-se história com trabalho e pouca conversa. Porque as pessoas eram as certas. E acreditem que foi uma mudança. Porque fala-se muito. Perde-se muito tempo de cigarro na boca a olhar para o tecto com ar pensativo e com discursos intermináveis que, no fim do dia, não trazem nada de novo. E perde-se muito tempo a disparar nomes de músicos, numa verborreia enciclopédica que é, essencialmente, aborrecida. E perde-se tempo a escrever críticas sobre o "período azul" do José Manuel, o melhor saxofonista sopranino de Ferreira do Zêzere, que fez um disco com "gosto a romã e cheiro a terra". Bah! BAAHH! Sentem-se e toquem! Os ouvintes agradecem, a música ganha e, acima de tudo, não se perde tempo.

Portanto: parabéns ao Scat, à Marta Oliveira, ao Ricardo Dias e ao Márcio Nóbrega. E aos Músicos que tocam no CD. Parabéns e Obrigado! E que haja mais CDs destes. Que venham o "Scat Live Sessions #2" e o 3 e por aí fora. 

E lembrem-se: semanas de trabalho focado e eficaz fizeram mais do que anos de conversa. E isto não é a minha opinião: está à vista.

Beijos & Abraços.

MP

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Dos Amigos e Dos Influenciáveis

Amiguinhos,

Importa esclarecer uma coisa: tenho poucos Amigos. A culpa até pode ser minha: tenho um feitio que, muitas vezes, não é fácil. E digo muita coisa de forma demasiado "marcada" ou agressiva. Mas também pode ser porque os escolho muito bem. Às vezes engano-me (ou não fosse humano e falível). Mas, cada vez mais, tenho cuidado com quem partilho coisas e pensamentos. Motivo: poucas coisas me devem entristecer tanto como as desilusões. 

Tenho para mim que toda a gente tem um fundo de bondade. Nem que seja uma réstia, lá bem no fundo. E quando encontro pessoas que, pura e simplesmente, não o têm, fico desiludido e triste. Não só com a pessoa em si. Com o Mundo que me rodeia. Com a existência em si. Será que dramatizo de mais? Sim! Mas isso, espero eu, vai passando com os anos.

Não sou flor de estufa. Admito, dos meus Amigos, dias menos bons. Respostas tortas aqui e ali. Até admito que, por motivos profissionais, tenham atitudes impróprias de quem é Amigo. Mas se subestimarem a minha inteligência e me forem desleais, a solução é simples: deixam de ser Amigos e passam a ser conhecidos. Não trato ninguém mal porque a minha educação não foi essa. Apenas tenho cuidado. Mais nada.

O que peço aos meus Amigos é lealdade, frontalidade, abertura e cumplicidade. E que, acima de tudo, não se deixem influenciar por quem, com ou sem razão, fale mal de mim (ou, já agora, seja de quem for). Porque, para mim, ser influenciável é sinónimo de falta de coluna vertebral quando se é Amigo ou quando se tem uma relação (profissional ou pessoal) que requer confiança.

Também falho. Também já me deixei influenciar por venenos provincianos e tontos. Mas entretanto... Passou-me.

Beijos & Abraços,

MP

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Das Regras e Das Hierarquias

Amiguinhos,

Há dias escrevi numa rede social que deve ser-se liderado com a mesma atitude que se lidera. Deve saber-se separar as coisas e fazer as situações evoluir pelos meios próprios e em sede própria. Isto é, para mim, uma verdade indiscutível. O desrespeito a esta premissa representa anarquia e pode causar situações chatas que vão desde o amadorismo até a incompetência pura e dura.

Perguntam-me vocês: mas, na face de uma injustiça, não posso contornar sistemas e hierarquias para conseguir o que quero? Resposta: só mesmo se a injustiça for provada e potencialmente prejudicial à saúde mental de quem a sofre. E mesmo assim, devemos sempre abordar os níveis hierárquicos imediatamente acima e pedir ajuda. Sim, pedir ajuda. Porque pedir ajuda e compreensão não é ser fraco: é ser correcto e humano.

Porque, no desrespeito pelas hierarquias e sistemas instalados, há sempre duas partes: a de quem fala e a de quem ouve. Quem fala não tem respeito pelo sistema onde está inserido. Por isso, não serve para integrar uma equipa com um sistema de regras. Assim, deve ser afastado ou colocado, de forma definitiva, no seu lugar. Por outro lado, quem ouve tem duas hipóteses: ou encaminha o prevaricador para quem de direito, ou então... Toma os assuntos em mãos e acaba também por desrespeitar as regras. Desautoriza colegas e prova que não é capaz de trabalhar em equipa. Sou muito a favor de equipas multidisciplinares. Mas, cada macaco no seu galho. De carros trata que percebe de carros, mesmo que todos os membros da equipa os conduzam.

Porque senão, não há motivação que nos salve. E acreditem que chaga a ser divertido ver os "filmes" e o esforço que se faz para que, quem foi desrespeitado, não perceba. 

O meu Pai diz sempre uma coisa que hoje deixo aqui: devemos pensar que os outros são, pelo menos, tão inteligentes como nós.

Porque os sistemas existem para serem respeitados. Podem sempre acabar com o sistema, ou mudá-lo. Mas atropelar e desrespeitar pessoas, isso é que não.

Beijos & Abraços,

MP

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Da Minha Profissão e do Respeito

Olá Amiguinhos!

Desde que comecei a trabalhar que uso a minha voz em tudo o que faço. Sou locutor de rádio, speaker, apresentador e cantor.  Talvez por isso, seja qualificado para escrever sobre este assunto em particular.

Como me considero, acima de tudo, cantor, decidi escrever este texto. Por isso e porque tenho, já há algum tempo, algumas coisas para dizer sobre situações a que tenho assistido.

Devo dizer que acho que se está a banalizar a profissão de Cantor... ou de Cantora. Ser Cantor é assunto sério. É difícil, dá trabalho e não dá para andar nisto só "por causa das gajas", "pelo dinheiro" ou "para dar autógrafos". Para se ser Cantor é preciso trabalho, disciplina, inteligência, estudo, paciência, método e, acima de tudo, talento. Sim: para se ser cantor é preciso, é OBRIGATÓRIO ter talento. Não há truques, não há subterfúgios que, mais cedo ou mais tarde, não sejam descobertos. E lembrem-se: a vida encarrega-se SEMPRE de pôr as coisas e as pessoas no seu lugar...

Para mim há tanta coisa para escrever sobre este assunto. Mas, se fosse a escrever sobre tudo, vocês adormeciam e eu nunca mais acabava. Em frente!

Nos últimos anos apareceram muitos concursos de vozes. Nos primeiros havia uma certa ingenuidade e procurava-se talento pelo talento; depois houve uma evolução positiva; e, ultimamente, banalizou-se. Não gosto de concursos de imitações: além de serem pouco imaginativos, não revelam talento e fazem mal às cordas vocais. Depois apareceram concursos em que o júri tinha tanto (ou mais protagonismo) que os concorrentes. Mas nestes encontrou-se talento sério. E depois... entornou-se o caldo. Apareceram concursos para pessoas que, se não fossem magras e bem esculpidas,. não iam a lado nenhum; academias que ensinam a cantar com livros em cima da cabeça; e concursos onde, basta ser escolhido para ir logo gravar discos e vídeoclips e cantar além fronteiras.

Pensem nisto: generalizou-se a ideia que, para ser cantor(a) basta saber cantar três temas do princípio ao fim, ter bom aspecto, ter um sonho e... arriscar. E vende-se esta ideia aos miúdos sem dó nem piedade. E eles acreditam. E os amigos até dizem que eles cantam bem.  E depois... desiludem-se e levam banhos de água fria que seriam escusados. E seriam escusados se os promotores, júris, programadores, etc, fizessem só uma coisa: bastava-lhes serem responsáveis.

Não quero com isto dizer que seja tudo mau: a meio de tanta coisa aparecem realmente grandes talentos. E esses perduram e fazem carreiras invejáveis e cheias de sucesso. Mas não são todos. São poucos. Porque não há milagres nem basta ter um sonho. E a culpa não é de quem sonha. O sonho é lindo e comanda a vida.

Mas quem avalia, quem promove estas coisas e quem pode proporcionar carreiras, tem o DEVER de ser responsável. De procurar talento, de encaminhar e, acima de tudo, de saber ver e aproveitar o POTENCIAL das pessoas. E de ver além dos abdominais, das tatuagens, da roupinha, do boné, etc. Porque quem avalia deve ser idóneo: não basta ser jeitoso nem pseudo-conhecido. Avaliar não é auto-promover-se. É ser responsável por tocar a vida de alguém, para o bem ou para o mal.

Permitam-me dizer-vos o que é preciso para ser Cantor: para ser Cantor é preciso ter talento para começar. E a disciplina, a inteligência e o espírito de sacrifício para continuar. O que não é preciso também sei: o corpinho jeitoso dá jeito mas não faz uma cantora. O gel no cabelo dá jeito mas não faz um cantor. As tatuagens até têm piada mas não fazem um cantor. E miúdas a gritar ou homens a babar, não significa talento. Pode, no máximo, significar um sucesso efémero. Mas deitar a cabeça na almofada à noite sem saber se o nosso sucesso se deve ao nosso talento ou às nossas curvas é, no mínimo, desesperante.

Por tudo isto peço-vos: respeitem a minha profissão. Trabalhei e trabalho muito para fazer o que faço, o melhor que sei. Se querem mesmo ser cantores ou cantoras, força! Lutem, estudem, trabalhem e honrem o talento que têm. :) Mas não pensem nunca que é fácil. Mesmo que haja pessoas que vos digam o contrário.

Porque toda a gente pode cantar. Mas nem todos são cantores.

Beijos & Abraços.

MP