domingo, 27 de março de 2011

Do Talento

Olá Amiguinhos.

Hoje venho falar-vos de uma coisa que, nos dias que correm, tem um valor cada vez mais relativo. Notem que eu não disse "cada vez menos valor". Disse "valor cada vez mais relativo"... Convém explicar: é que as interpretações inocentes (ainda que erradas) não me incomodam. As interpretações "como convém" é que mexem com o meu senso de justiça e me irritam... Mas ter um blogue tem destas coisas. Em frente...

Penso que podemos partir do princípio que o talento é inato: ou se tem, ou não se tem. Ou se nasce com talento, ou se morre sem talento. Depois, as decisões que tomamos (ou que são tomadas por nós) ao longo da vida é que poderão ditar se um eventual talento foi bem usado e bem estimulado.

Um outro lado desta questão é esse mesmo: os estímulos. Conheci gente com talentos em bruto (para cantar, para representar, para falar, para pintar, para fotografar, para filmar) que, por falta do estímulo certo na altura certa, desperdiçou (ou ainda não aproveitou) o dom que tem. Sendo assim, é uma questão de estar atento. Devemos estar atentos a nós próprios, os Pais devem estar atentos aos Filhos, os Educadores aos Educandos... Nunca se sabe quando um comportamento fora do comum pode indicar que o menino (ou a menina) têm jeito para alguma coisa. Não porque foram treinados ou porque ensaiaram. Mas porque surgiu naturalmente... Enquanto os outros tiravam macacos do nariz, o Joãozinho estava em frente ao espelho a respresentar sozinho. Ou a Inês dançava de forma diferente dos pulos desingonçados que as crianças de 18 meses dão...

Aqui, com calma e sem forçar, deve estimular-se. Para ver até onde vai, deve andar-se atento. E, quando chegar a idade, colocá-los no caminho certo: Conservatórios, Academias, etc. Notem que não sou especialista: até agora estou só a usar lógica... :)

Mas, façam o que fizerem, não forcem NUNCA uma criança, adolescente ou seja quem for a explorar uma ideia de um talento que, pura e simplesmente, não têm. Aconteça o que acontecer, o resultado vai ser sempre mau. Pode ser só um percurso artístico medíocre ou pode mesmo ser uma infância e uma adolescência cheia de problemas que, inevitavelmente vão levar a um adulto que podia ser um Electricista feliz e acabou por ser um Pintor triste e revoltado.

Falo mais sobre talento. Mais à frente. Quando me apetecer.

Beijos & Abraços,

MP


Location:Funchal

domingo, 3 de outubro de 2010

Da Música ao Vivo e Dos Hotéis

Olá Amiguinhos!

Hoje venho falar-vos de uma assunto que me anda a fazer espécie há algum tempo. Mas ainda não tinha tido vagar para escrever sobre ele. É hoje e não passa de hoje!

Como sou Músico e gosto de me considerar uma pessoa com algum bom gosto, penso que não estarei a dizer nenhuma asneira se afirmar que a Música ao vivo ainda é das melhores coisas a que se pode assistir nos dias de hoje (embora eu conheça algumas mentes iluminadas que dizem que não). Quando é bem feita e no ambiente certo, é motivo de diversão, relaxamento e, permitam-me, faz bem à alma... pelo menos à minha faz (quando ouço e quando toco).

Vivo numa terra onde (e já tive oportunidade de dizer isto numa entrevista) há uma grande concentração de bons Músicos. Sendo assim, é natural que se faça boa Música na Madeira: seja de que estilo for, seja original, seja cover... seja o que for. É claro que nem tudo são rosas... mas sobre esses é deselegante falar.

Faço Música como profissional desde 1 de Novembro de 1996. E desde essa altura, já toquei em arraiais, bares, festas, restaurantes, festivais, casinos e... Hotéis. Como tudo, a Música na Madeira faz-se por ciclos: lembro-me que aqui há uns anos havia mais bares com Música ao vivo. Depois houve um decréscimo da Música nos bares e, agora (felizmente) já estamos a assistir a um regresso dos concertos neste tipo de estabelecimento.

Nos Hotéis é que nunca deixou de haver Música ao vivo. Bem sei que já houve mais. E que as bandas já foram maiores. Mas a verdade é que penso que as pessoas desconhecem a variedade de Música e (de Músicos) que pode encontrar nos Hotéis Madeirenses se decidir sair um bocadinho depois do jantar. Porque há um mito que é urgente desfazer: os Hotéis não são só para turistas e para ricos. São também para pessoas que querem tomar café e um copo (ou 30) no bar a ouvir boa Música. A variedade é interessante e o ambiente normalmente é bom. A minha chamada de atenção é para que apareçam. É para que voltem aos hotéis. Como, de resto, se fazia há anos. O Madeirense (ou o Funchalense, como preferirem) tinha o hábito de ir aos hotéis ouvir e ver Música ao vivo. E dançar... Ainda se faz Música boa nos hotéis... mas é preciso lá ir para ver! Apareçam! Não se vão arrepender... digo isto a bem do que, musicalmente, se faz de bom nesta terra...

Sei que sou suspeito para estar a falar demasiado sobre isto (por ser Músico). Mas, que diabo, alguém tinha de fazê-lo... Informem-se, vão à procura... não se vão arrepender. Há coisas giras a acontecer nos hotéis. A título de exemplo, deixo-vos a animação dos Hotéis do Grupo Pestana, pela qual sou co-responsável. Eu próprio toco nos hotéis deste grupo. A minha agenda de actuações é actualizada diariamente no Facebook...

Agora, nem que seja para dizerem que estou errado e devia fechar este blogue de uma vez por todas, apareçam para conferir se tenho razão ou não!

Digo eu...

Beijos & Abraços,

MP

sábado, 7 de agosto de 2010

Do mau feitio e da injustiça

Olá Amiguinhos.

Hoje apetece-me falar-vos de duas coisas diferentes. Mas que quase sempre andam lado a lado. Podia falar de Rally... mas não me apetece.

O mau feitio não é uma coisa necessariamente má. É claro que "ter" mau feitio é pior do que "ter ataques esporádicos" de mau feitio. Mas não está normalmente associado a pessoas más. Quem tem mau feitio são as pessoas inseguras, as que, por algum motivo, precisam de aparentar ser "reles" e "difíceis" para sobreviverem... Não tem mal nenhum. Mas chateia. E, curiosamente, pela experiência que tenho, as pessoas com pior feitio que conheço, são também algumas das melhores pessoas que conheço. Mas porque vi além do mau feitio e porque vi que era fachada. Sim! Porque se não for fachada, então estamos perante pessoas más que não valem a água que bebem e sobre quem não vou perder mais tempo a escrever.

O mau feitio tem normalmente duas consequências visíveis:
1- Dizem-se barbaridades pela boca fora que irritam até o Dalai Lama;
2- Esperamos que toda a gente compreenda os nossos raciocínios e não sentimos necessidade de explicar rigorosamente nada a ninguém... porque os outros é que têm que perceber o que estamos a pensar ou a sentir.

Tudo isto cria situações de injustiça que, para as pessoas que estão à volta, podem ser, no mínimo, constrangedoras e, nos piores casos, desesperantes. Qualquer pessoa no seu perfeito juízo pensa "o que é que fiz?" ou então "é preciso isto tudo?". E aqui é que os amigos ficam e os estranhos dizem "não tenho paciência para aturar maluquinhos"... ou então, vêem além do mau feitio e decidem ficar. Na minha opinião são potenciais bons amigos. Acreditem, eu sei: também eu sofro de mau feitio.

Sendo assim, deixo-vos mais uma das minhas "conclusões brilhantes" (ou não):
- Para os que não têm mau feitio - Tenham em atenção ter ter mau feitio não significa ser má pessoa. Muitas vezes até é o contrário;
- Para os que têm mau feitio - Tenham em atenção que às vezes não basta saber que se é boa pessoa. Também é preciso mostrar de vez em quando.

Digo eu...

Beijos e Abraços.

MP






quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Dos deslumbres, das coisas confortáveis e... do amor

Amiguinhos,

Hoje venho falar de três coisas (ou, se quiserem, sentimentos) que podem dar a volta à cabeça de muito boa gente. E que podem, em última análise e em casos extremos, dar origem a confusões desmedidas e a decisões catastróficas.

É verdade que há um tempo na nossa vida em que tudo cheira a inocência. Tudo é inconsequente. Quase todas as coisas (e pessoas) novas trazem adrenalina e sentimentos giros (não são necessariamente bons... são giros). E nós mudamos de coisas, de pessoas, de manias, de hobbies como quem muda de camisa (partindo do princípio que todos temos bom senso e achamos que uma camisa não se deve usar mais do que um dia sem ir a lavar). E esta, meus amigos, é, para quem gosta de felicidade pura e dura, a melhor altura da vida. Podem estar em desacordo comigo... mas podem também não ter vivido esta altura em pleno...

Depois vamos crescendo. As coisas vão tornando-se mais sérias, sisudas e (pior) consequentes. Até a adrenalina tem que ser bem medida, as coisas já devem durar mais tempo, as manias são menos (ou mais esquisitas) e os hobbies que ficaram são para o resto da vida. E as pessoas? O que é que fazemos com as pessoas?

Manda o bom senso, a ordem das coisas, o meio onde vivemos e mais meia dúzia de desculpas esfarrapadas que, também as pessoas devem ser menos. (nota do escritor - não sou nenhum maluquinho. É CLARO que as pessoas devem ser menos!!) Devemos escolher quem queremos ao nosso lado e... ir em frente.

Aqui temos duas categorias de pessoas: aquelas a quem tudo corre bem... e as outras.

A quem tudo corre bem, serão as pessoas que, uma vez escolhido "that special someone" vivem uma vida bonita, feliz, sem sobressaltos e cheia de coisas boas. Um casamento (se for essa a vossa onda) feliz, filhos, netos, festas, amigos... and so on, and so on. Aqui temos (por mais voltas que queiram dar) uma vida adulta que, para todos os efeitos, foi vivida com Amor.

Depois há aqueles que, por azar (sim, porque mais cedo ou mais tarde vão ver que é azar), tropeçam com outras pessoas. Não necessariamente por serem promíscuos (esses não têm azar, têm defeito). Mas porque, um belo dia, por uma série de circunstâncias mais ou menos mirabolantes e que só a eles lhes dizem respeito, encontraram outro ente e disseram: "porque não?".

E então, ou se perde toda a humanidade, se controla tudo com a frieza de um robot e (nos casos mais bicudos) se chegam a viver vidas duplas (que não interessam nem ao Menino Jesus e acabam por envelhecer-nos sem necessidade)... ou então... cede-se. E está o caldo entornado. Pior: admite-se que está o caldo entornado. Porque ele já entornou quando alguém decidiu dizer "porque não?"...

E fazem-se mudanças na vida que, até podem resultar, mas que deixam marcas. Marcas que nunca mais saem. Tudo por causa de:
Deslumbres - Quando se sente "isto é que é. Afinal é desta pessoa que gosto. Não é justo ter que estar com aquela se é desta que gosto.". Deslumbre porque é novo, porque é diferente. Porque quebrou monotonias e nos fez pensar que podíamos voltar a ser inconsequentes por breves instantes, dias, semanas ou meses. Raramente resulta. Não se fica só o tempo suficiente para "enterrar mortos" e fazem-se asneiras descomunais;
Coisas confortáveis - Quando as coisas não estão bem com quem se está e, por acaso (ou não) se encontra alguém com quem é confortável estar. Seja porque foi um caso inacabado de há não sei quantos anos, seja porque nos trata melhor... seja pelo que for. É confortável porque, quando está controlado, tudo corre bem... até deixar de estar. E quando deixa de estar... sofre-se. Porque há dúvidas. Porque há muitos "e se...". Não funciona e dizem as más (ou boas) línguas que se deve, pura e simplesmente, deixar... deixar de estar confortável. E voltar à vida real.

Do Amor já vos falei no início. Corre tudo bem. Há brigas, há tempestades, há gritos, há choros... mas Amor, amiguinhos, não é só atravessar um lago saltando docemente de nenúfar em nenúfar. É ser consequente e estar ao pé de quem se gosta mesmo quando as coisas correm mal... para tentar consertá-las ou para chegar à conclusão que não dá mais.

Mas que se faça bem, de forma correcta e pelos motivos certos.

Não quero ensinar nada a ninguém. Mas apeteceu-me escrever sobre isto.

Beijos e Abraços,

MP

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Homenagem a Sérgio Borges... at last!

Amiguinhos,

não vamos ser mais papistas que o Papa: haverá com certeza figuras na Música Madeirense que merecem homenagens! Mas EU não me lembro de nenhuma que mereça tanto como Sir Sérgio Borges. E até posso estar a ser tendencioso: tenho-lhe um respeito e um carinho que são genuínos e nos quais preferia e gostaria que ninguém tocasse... aprendi muita da minha postura de palco de espectáculo de casino e da minha maneira de estar na Música, com este Senhor. Acompanhei-o com a minha banda durante algum tempo e, de bom grado, voltaria a fazê-lo!

Quando o Daniel e a Sofia (filho e nora do Sérgio) me abordaram para entrar neste concerto... fiquei contente! E mais contente fiquei por saber que Dom Sérgio já tinha escolhido um dos temas que eu iria cantar (nem vos digo qual é... isso é comigo e com ele!). E mais contente fiquei por saber que finalmente a homenagem que alguns de nós queríamos fazer há tanto tempo ia finalmente avançar... e pelas mãos mais certas e puras: as dos Filhos e da Família.

Falou-se, organizou-se e... hoje tive o meu primeiro ensaio com a banda. E devo confessar que estava nervoso. Permitam-me aqui alguma imodéstia: não são muitas as coisas que, na minha vida de Cantor me fazem ficar nervoso (com execpção de algumas mentes "iluminadas" mas isso é outra conversa). Mas a verdade é que, ao ouvir os temas que tinha para cantar, a maneira como o Sérgio os canta e a extensão vocal do Senhor... disse para mim: alto e pára o baile e prepara-te como deve de ser para não fazeres figura de urso!

Hoje, domingo, às 10.00h da manhã, chego a um estúdio simpático onde encontrei uma banda muito bem preparada e alguns colegas cantores muito bem dispostos para aquela hora da manhã, com os temas preparados e com uma boa onda... que só visto! A sério! Tinham de estar lá para ver: a Maria da Paz, a Sofia Relva, o Paulo Freitas, a Sarah Borges e... o Daniel que, apesar de não cantar, foi dar apoio moral à malta que acordou cedo.

E estava tudo em Paz, tudo tranquilo, tudo com vontade de cantar, tocar e homenagear um Homem que (ELE SIM) fez história na Música desta terra. É Grande, é um Cavalheiro, é um Animal de Palco, é um Exemplo, é um Mentor e eu gostava (A SÉRIO QUE GOSTAVA) que todos nós, mais cedo ou mais tarde, aprendêssemos a ser como ele... na Música e na Vida.

Sabem, a grande característica de pessoas como o Senhor Sérgio Borges é que, mesmo sem desaparecerem, deixam saudades. Saudades diárias. Saudades do convívio, das lições despretensiosas, do vinho tinto com queijo, da voz imponente, da presença de palco, da amizade limpa e constante que está sempre presente e do sorriso aberto e sincero. E quando aparece (porque de vez em quando, faz-me a surpresa de ir ver-me cantar) mata as saudades todas de uma vez e... deixa saudades novamente quando vai embora.

Não é exagero. É mesmo assim. Até sábado, dia 3 de Julho, no Teatro Municipal Baltazar Dias.

Beijos e Abraços,

MP

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ignorância

Li em algum sítio (se calhar numa entrevista dada por mim a uma revista) que um dos defeitos que mais abomino nas pessoas é a ignorância. E agora apeteceu-me falar de defeitos... não porque me tenha que justificar mas porque, para tudo, deve haver um raciocínio lógico que leve as pessoas a perceberem (mesmo que não concordem) o nosso ponto de vista!

A ignorância só por si, no seu estado puro, não me incomoda. O "não saber" é natural na vida de todos nós. Se assim não fosse, não havia a eterna máxima do "estamos sempre a aprender". Eu próprio considero-me temporariamente ignorante até... deixar de o ser! Até aprender (e QUERER aprender) as coisas pequenas ou grandes que, todos os dias, as minhas vivências me trazem.

Aqui vou fazer uma distinção de ignorâncias: imaginem que, até hoje às 11.30h da manhã, eu pensava que a relva devia ser regada com sumo de laranja. Era naturalmente ingorante (mesmo dando o desconto do exemplo exagerado). Às 11.31h vem um jardineiro ter comigo e diz "relva rega-se com água" (isto se ele for simpático. Se não for, chama-me nomes e ri-se de mim...). Para mim, é neste momento que se escolhe o caminho a tomar: se se vai ser ignorante por escolha (que alguns preferem descrever como "teimosos" ou de "feitio forte") ou se vai aprender qualquer coisa.

Pior do que escolher ser ignorante, são os efeitos que essa escolha tem. Se a relva for na minha casa e eu quiser continuar a regá-la com sumo de laranja... azar o meu. Se for no espaço comum do condomínio e eu tiver o poder de impor a minha ignorância ao resto da malta vou, no mínimo, causar desconforto.

Meus Amigos, este é um cenário. O outro é: às 11.31h o jardineiro (pessoa que sabe mais sobre relva que eu) diz-me "relva rega-se com água". Às 11.32h eu agradeço, mudo de sumo de laranja para água, gasto menos dinheiro, passo a ter um relvado lindo agradeço ao homem e ainda digo uma coisa que gosto de dizer: "já aprendi alguma coisa hoje"!

Há vezes em que pode não ser tão linear assim. Mas normalmente funciona!

E atenção!! Não digo que, se vos apetecer, não tentem coisas novas (como por exemplo regar a relva com azeite). Mas tenham o bom senso de voltar à água quando se aperceberem que não funciona. Essa é a essência de não ser ignorante... digo eu!

Abraços,

MP

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A Selecção (de todos nós?)

Agora vem aí o Mundial!
E toda a gente fala... toda a gente sabia como fazia, o que fazia e quem é que jogava!
E, mais interessante ainda, é a onda que se desenvolve à volta da Selecção. Notem que eu não escrevi "onda de apoio". Só escrevi "onda"...
Numa hora, toda a gente sofra na vuvuzela (esse instrumento maravilhoso que serve claramente para apoiar os nossos rapazes!). Em outros momentos, vão para programas de opinião pública de canais de rádio o TV dizer que a Selecção não chega a lado nenhum, que são uma camada de meninos mimados e que "a jogar assim" não vamos lá. Quando a equipa saiu rumo à África do Sul a massa humana à saída era impressionante, o apoio era entusiasta... enfim, estávamos todos com a Selecção.
Quando acontecer o jogo contra a Costa do Marfim (que espero e desejo que Portugal ganhe), Deus nos livre se a Selecção perde. Porque se, Deus nos livre, isso acontece, passam de bestiais a bestas imediatamente, o Professor Carlos Queirós é achincalhado até não poder mais e as vuvuzelas são usadas para vaiar a nossa equipa.
Mas se ganharmos, o apoio cresce e Portugal pára. A euforia e a alegria (das quais bem precisamos) instalam-se. E a Selecção torna-se, de repente na tábua de salvação do nosso Povo que luta contra todos os males. Se as coisas correm bem a partir daí, a festa é suprema! E é lindo ver o meu País a fazer o que devia fazer ACONTECESSE O QUE ACONTECESSE!
Caros Amigos, a Selecção Portuguesa é para apoiar incondicionalmente:
- sejam quais forem os jogadores escolhidos;
- seja quem for o seleccionador;
- sejam quais forem os resultados;
- chegue a Selecção onde chegar.
Não descarreguem frustrações em cima da malta que vai lá fora defender as nossas cores. Seja a jogar à bola, seja num concurso de comer tartes de maçã. Digo e escrevo isto porque não sou eu que lá estou. Quem lá está é quem joga à bola melhor do que eu. É que sabe disto mais do que eu. É quem vai de certeza comer relva para defender as cores do meu País.
Soprem na vuvuzela (embora eu, pessoalmente, prefira não ouvir o som), gritem e usem o cachecol. Mas não virem as costas sempre que as coisas correrem mal! Continuem a apoiar. Porque é para isso que há uns e outros: os seleccionados JOGAM; os que não foram seleccionados APOIAM.
Abraços,
MP